Câmara de Guará pede união de cidades para decentralizar doação de sangue na região

Município tenta criar hemocentro para facilitar doadores; vereador aponta dificuldades com unidade referência em Taubaté

O presidente da Câmara de Guará, Arilson Santos, que busca uma discussão regionalizada para facilitar doação de sangue (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Um requerimento apresentado na Câmara de Guaratinguetá trouxe à tona uma dificuldade enfrentada por quem se interessa em doar sangue na região: a distância. O único posto de coleta de sangue no Vale do Paraíba é o hemocentro de Taubaté, referência regional. O pedido apresentado pelos vereadores Arilson Santos (PSC) e Marcelo da Santa Casa (PSD) é para que haja uma reunião entre os municípios para facilitar a doação.

O presidente da Câmara, Arilson, afirmou que reconhece que a responsabilidade pelas doações e pelo hemocentro é do Estado, mas os municípios precisam ter uma mesma voz para conseguir descentralizar a doação regional. “Tivemos recentemente uma situação de um advogado que precisava de doação de sangue em Taubaté e isso gerou uma conotação negativa da falta desse hemocentro em Guaratinguetá para que isso pudesse ocorrer”, afirmou ao Jornal Atos.

Uma das alternativas apresentadas pelo vereador é o Parlamento Regional e o Codivap (Associação de Municípios do Vale do Paraíba). “É uma coisa que tem que ser juntada, unidas as forças, para que a gente possa junto ao Estado, resolver um problema como esse. Se você for analisar, só tem Taubaté. Para ir de Guaratinguetá pra lá para doar já é um sacrifício grande, imagina quem é de Areias, Lavrinhas”, salientou.

Por nota, o Hemocentro de Ribeirão Preto, que gere o Núcleo de Hemoterapia de Taubaté, informou que “é a única unidade de hemoterapia pública prevista para realizar coleta e fornecimento de hemocomponentes e prestar assistência técnica em hemoterapia no Vale do Paraíba”.

Ainda por nota, o Hemocentro informou que o Núcleo tem prestado atendimento hemoterápico a vários hospitais da região e atende diversos pacientes com doenças hematológicas. “A hemoterapia pública brasileira funciona em sistema hierarquizado de serviços de hemoterapia, conforme resolução RDC/Anvisa 151, de agosto de 2001, que define regulamento técnico sobre níveis de complexidade dos serviços de hemoterapia, desde hemocentros até agências transfusionais nos hospitais”.

O texto finaliza destacando que o atual sistema de coleta de sangue objetiva a doação e facilita a logística. “… esse sistema visa a viabilidade técnica e financeira dos serviços, que como se sabe, tem se tornado cada dia mais difícil no que tange à manutenção das unidades existentes, e de forma muito mais difícil, a implantação e a manutenção de novas unidades”.

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