Ameaça de greve gera filas em postos de gasolina na RMVale

Movimento acima do normal começou a ser observado ainda na noite da última quarta-feira

Movimentação em posto de gasolina em Pinda; registro de filas pela RMVale é resultado de medo por greve (Foto: Bruna Silva)

Bruna Silva
Pindamonhangaba

Com os rumores de uma possível greve dos caminhoneiros, motoristas de toda a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) encheram os postos de gasolina. O receio da população era ficar sem combustível, como na greve de 2018. Mesmo descartada, a possibilidade continua deixando os moradores receosos.

Com a circulação de vídeos nas redes sociais mostrando a paralisação em diferentes cidades da região, os condutores passaram a ir, ainda no fim da noite da última quarta-feira (8), para os postos de abastecimento, buscando evitar a falta de gasolina. A situação foi debatida pelos moradores. “O povo precisa de combustível para trabalhar, cada um sabe onde seu calo aperta”, ressaltou um internauta. “Tem que parar tudo mesmo”, rebateu outro.

Em Pindamonhangaba, ao menos quatro postos de gasolina na região central da cidade registravam grandes filas para abastecer até às 23h da última quarta-feira. A mesma situação poderia ser observada em Cruzeiro, São José dos Campos, Taubaté, Caraguatatuba e também nos municípios em que aconteceram paralisações como Canas, Lorena, Caçapava e Jacareí.

Na manhã da quinta-feira (9), Guaratinguetá registrava filas nos postos centrais e também na avenida Juscelino Kubitschek.

No início deste ano, ainda com vestígios de paralisação, os motoristas voltaram a encher os postos de gasolina, procurando garantir o abastecimento. A condição de insegurança foi causada após a falta de combustível que afetou grande parte da população durante a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018. A paralisação durou dez dias e causou impacto também no abastecimento alimentício.

Cenário – A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros ocorreu em um momento de instabilidade política nacional. A paralisação daria apoio ao pedido de fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal) e destituição dos ministros da casa, entre eles, Alexandre Morais, apontado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como um dos maiores obstáculos para o atual governo. O ato foi apontado como inconstitucional pelas autoridades nacionais e teve fim após um áudio de Bolsonaro, diagnosticando a ação como prejudicial à economia em meio a crise (leia texto nesta página).

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