Processante encerra oitivas e aguarda defesa escrita de Celão

Comissão entrega relatório à presidência da Casa na próxima semana; votação deve ocorrer até 9 de junho

Nei, Dani e Vantuir, que compõem CPI contra Celão; envio de defesa aguardado até esta sexta-feira (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A Comissão Processante que apura contratos assinados durante a gestão de Marcelo Coutinho ‘Celão’ (PSD), na Câmara de Guaratinguetá, encerrou a fase de oitivas de testemunhas. O vereador alvo das investigações foi o último a depor e deve encaminhar sua defesa por escrita até o final desta semana.

Com a última oitiva realizada, os representantes da Comissão precisam aguardar o envio da defesa de Celão por escrito, que ocorrerá em cinco dias até a próxima sexta-feira (27). Após isso, a Processante emitirá o relatório, que deve ser enviado ao presidente da Casa, Arilson Santos (PSC), até a próxima semana para a votação do mérito do relatório será agendada.

O prazo máximo para finalização de todo o processo da comissão é 9 de junho. O envio para o gabinete da presidência pode ser feiro no início da próxima semana. Ainda não há expectativa de quando o relatório será colocado em votação no plenário.

Em caso de apontamento para condenação, o relatório, para ser aprovado, o precisará de dois terços dos votos no plenário. Dos 11 vereadores, pelo menos oito teriam que votar pela aprovação do documento. Se o relatório indicar que o caso deve ser arquivado, também são necessários dois terços dos votos.

Entre os ouvidos na oitiva, o delegado Francisco Sanini, que iniciou os trabalhos de investigação dos contratos de Celão, por meio da Seccold (Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro).

Comissão – A processante é formada por três vereadores, que foram sorteados para liderar os trabalhos. Nei Carteiro (MDB) preside o grupo, tendo como relator Vantuir Faria (MDB) e Dani Dias (PSC) como membro. O grupo analisa, desde fevereiro, uma denúncia protocolada na Casa pelo promotor Gilberto Cabett.

Investigação – As contratações alvo de investigação foram realizadas durante o período de pandemia da Covid-19. Entre os apontamentos citados na denúncia está o preço pago pelos serviços, que chegou a ser apontado como sete vezes acima do valor de mercado. A afirmação também foi feita durante as investigações do Seccold (Setor de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro) da Polícia Civil, que investigou as contratações após denúncia anônima recebida em 2020.

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