Paciente morre no pós-parto e médico é afastado da Santa Casa de Cruzeiro

Gestante teve intestino perfurado durante procedimento; Polícia Civil e Conselho de Medicina investigam suposto erro

A Santa Casa de Cruzeiro que afastou um médico por suposta negligência; falha é apurada (Foto: Arquivo Atos)
A Santa Casa de Cruzeiro que afastou um médico por suposta negligência; falha é apurada (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Cruzeiro

A Santa Casa de Cruzeiro afastou na última quinta-feira um médico obstetra acusado de cometer um suposto erro no fim de maio que levou a morte de uma mulher de 30 anos dois meses após dar a luz. A principal suspeita é que o profissional perfurou acidentalmente o intestino da paciente durante o parto.

Segundo os familiares, a gestante Bruna Lemes, que tinha 30 anos, deu entrada na Santa Casa de Cruzeiro em 24 de maio sentindo fortes contrações. Após a equipe médica constatar que a paciente não tinha condições de ter um parto normal, foi submetida uma cirurgia cesariana.

Um dia após dar à luz a pequena Alice, a moradora de Cruzeiro, que já repousava em sua casa, começou a sentir fortes dores na barriga. Encaminhada novamente ao hospital, foi constatado que Bruna estava com anormalidades no intestino, causando vazamento de fezes em outros órgãos. Após permanecer internada por uma semana, a paciente recebeu alta.

Já que os desconfortos persistiam, familiares decidiram levar Bruna à Santa Casa de Lorena, onde foi constatado que ela teve o intestino perfurado durante o parto.

Reencaminhada novamente ao hospital de Cruzeiro, a paciente foi submetida a duas cirurgias de correção, permanecendo internada por quase dois meses, até morrer no último dia 22.

Após as denúncias de erro médico, a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina abriram investigações sobre a atuação do médico obstetra, que não teve o nome divulgado à imprensa. Os órgãos analisarão se houve imprudência e negligência no atendimento.

Responsável pela gestão da Santa Casa desde 2015, a Prefeitura de Cruzeiro emitiu uma nota oficial em que afirma que as providências para a apuração dos fatos estão sendo tomadas, com o caso sendo investigado por uma comissão de ética médica, além de revisão de óbitos.

Além de se solidarizar com a dor da família de Bruna, o Executivo ressalta que o médico permanecerá afastado de suas funções até que seja concluída a apuração do caso.

A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com a Santa Casa de Cruzeiro, mas não foi autorizada a entrevistar nenhum de seus responsáveis.

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