Por 8 a 5, vereadores de Cachoeira rejeitam nova investigação sobre contratos de Mota

Dimas Barbosa vê pedido de CPI como inoportuno; moradora faz abaixo-assinado em apoio a ação do MP

O presidente da Câmara de Cachoeira, Dimas Barbosa, que defendeu a decisão dos vereadores em poupar o prefeito Edson Mota de pedido para investigação sobre contratos (Fotos: Arquivo Atos)
O presidente da Câmara, Dimas Barbosa, que defendeu a decisão dos vereadores em poupar o prefeito Edson Mota de pedido para investigação sobre contratos (Fotos: Arquivo Atos)

Rafaela Lourenço
Cachoeira Paulista

Em menos de dois meses a Câmara de Cachoeira Paulista rejeitou o segundo pedido de investigação contra o prefeito afastado Edson Mota (PL). A sessão que recebeu a denúncia de uma moradora chegou a ser suspensa após discussão entre vereador e moradores.

O pedido de uma CPI (Comissão Processante de Inquérito), rejeitado na última sessão, foi protocolado por uma moradora da cidade, a Letícia Salles. A elaboração foi baseada nas irregularidades, apontadas pelo MP (Ministério Público), cometidas pela Prefeitura em contratar o escritório Gradim Sociedade Individual de Advocacia, antes Castellucci e Figueiredo Advogados Associados, em 2017, o mesmo motivo pelo afastamento acatado pela Justiça.

Por oito a cinco, o pedido popular foi rejeitado na Casa com os votos contrários de Breno Anaya (PSC), Aldeci Baianinho (PSC), Marisa Humel (PP), Vica Ligabo (PTB), Nenê do São João (PSB), Dimas Barbosa (PTB), Agenor do Todico (PSDB) e Max Barros (DEM).

Para o presidente da Câmara, Dimas Barbosa, os vereadores contrários entenderam que seria desnecessário abrir uma processante para um prefeito já afastado do cargo. “Entendendo que quem está apto a julgar e investigar esse tipo de apontamento que foi feito pelo MP é a Justiça, então era mais um ato político, e diante disso nós entendemos que não era oportuno”, frisou.

Barbosa afirmou que os parlamentares tiveram acesso ao processo de 151 folhas que acarretou o afastamento de Mota e que aguardarão a Justiça concluir a investigação.

Questionado sobre a representatividade perante a população, Barbosa frisou que o morador conectado aos trabalhos realizados por essa legislatura sabe dos serviços prestados ao município. “Estamos com a seriedade que devemos dar toda a garantia para que o prefeito Domingos continue a gerenciar essa cidade”.

A sessão que discutiu o pedido de CPI precisou ser suspensa por cinco minutos devido o tumulto causado pela discussão entre o vereador Max Barros e opositores ao governo de Edson Mota, incluindo a denunciante Letícia Salles.

Letícia comentou sobre a denúncia na fanpage do Jornal Atos, explicando que a investigação solicitada é contra a corrupção na cidade, independente do personagem.

Ela revelou que fez um abaixo-assinado que até a última quinta-feira contava com mais de duzentas assinaturas. “Estamos fazendo um abaixo-assinado para entregar ao MP em apoio à ação civil pública, para que anexem ao recurso. A população não aguenta mais tanta corrupção e impunidade”.

Na última quarta-feira, Edson Mota conseguiu na Justiça a redução do afastamento de 180 dias para 30. Apesar da medida, o presidente da Câmara não definiu o posicionamento do Legislativo sobre um suposto retorno do prefeito. “A hora que acontecer o retorno dele eu tenho certeza que nós estaremos atentos a tudo isso, mas trabalhar deduzindo, fica meio difícil”.

 

 

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