Com 52 casos registrados, Ubatuba tenta afastar risco de epidemia de dengue

Número de casos do primeiro bimestre supera o total de 2018

Vigilância Epidemiológica de Ubatuba em ação contra dengue (Foto: Divulgação PMU)
Vigilância Epidemiológica de Ubatuba em ação contra dengue (Foto: Divulgação PMU)

Lucas Barbosa
Ubatuba

Temendo enfrentar um novo surto de dengue, a Prefeitura de Ubatuba intensificou as ações de combate aos criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, nos pontos mais críticos da cidade. Um levantamento revelado pela Vigilância de Saúde no último dia 13 apontou que o número de casos confirmados no primeiro bimestre é 188% superior ao total de registros de 2018.

De acordo com as estatísticas da Vigilância de Saúde, enquanto no ano passado somente 18 moradores foram vítimas da dengue, neste inicio de 2019 o munícipio já contabiliza 52 casos, sendo que dois são importados (contraídos em outras cidades).

Para piorar o quadro, o montante poderá subir até o início da próxima semana, já que Ubatuba aguarda a liberação dos resultados dos exames de outros 140 casos suspeitos, que são analisados pelo Instituto Adolfo Lutz.

Segundo a diretora da Vigilância da Saúde, Patrícia Sanches, o bairro Perequê-Mirim é o que enfrenta a situação mais preocupante, já que abriga cerca de 30% das vítimas. “Intensificamos as ações de nebulização, vistoria e até mesmo aplicações de notificações no Perequê-Mirim. Já que é um bairro muito populoso, precisamos da colaboração dos moradores na eliminação dos criadouros do mosquito. Ainda estamos um pouco longe da epidemia, que é configurada a partir de trezentos casos, mas mesmo o cenário é perigoso porque o ano mal começou”.

Além do Perequê-Mirim, a Prefeitura realizou na última semana mutirões de combate a criadouros nos bairros do Ipiranguinha e Taquaral.
As ações da Vigilância da Saúde buscam evitar que Ubatuba enfrente um surto da doença como a de 2007, que resultou em uma morte e quase quatro mil infectados. Na época, uma moradora de 37 anos morreu devido a dengue hemorrágica.

Segundo Patrícia, a principal hipótese para o alto número de registros neste primeiro bimestre é que, ao contrário dos anos anteriores, os moradores possam ter sido infectados pelo ‘tipo 2’ do vírus da dengue. “Em nossa cidade vizinha, Caraguatatuba, já foi confirmada a circulação deste tipo de vírus, então acreditamos que ele também esteja presente aqui. Mas só teremos a confirmação assim que o Instituto Adolfo Lutz nos revelar os resultados das amostras. Reforçamos que precisamos da conscientização da população, porque ela é peça-chave para evitarmos uma nova epidemia”.

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