Defensoria pública confirma presos baleados na P1 de Potim

Laudo atestará se os disparos efetuados durante a rebelião da última sexta-feira foram de bala de borracha

 

Familiares manifestam contra superlotação em frente à P1 de Potim na última quarta-feira (Foto: Leandro Oliveira)
Familiares manifestam contra superlotação em frente à P1 de Potim na última quarta-feira (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A rebelião na Penitenciária 1 de Potim terminou na última sexta-feira, mas até agora os familiares dos presos continuam sem respostas. Um grupo com cinquenta manifestantes foi à porta da P1 protestar contra a superlotação, na última quarta-feira. Duas advogadas da Defensoria Pública confirmaram que 15 detentos ficaram feridos no motim e alguns foram baleados.

O grupo de familiares chegou aos poucos no portão de acesso à P1, por volta das 10h30. Grande parte das pessoas que protestaram no local era formada por mulheres.

Elas empunhavam cartazes, faixas e gritavam palavras de ordem contra a direção da penitenciária. “Não estão deixando nenhum advogado entrar. Eles estão batendo nos presos, não estão passando informação e estão humilhando as visitas”, acusou Lucimeire Procópio, mãe de um detento.

Além das manifestantes, duas defensoras públicas também estavam no local. As advogadas Maria Renata Rizzo e Maria Adaíse Guimarães entraram na penitenciária e conversaram com os diretores das unidades.

Cerca de trinta minutos depois, elas saíram e confirmaram que 15 presos ficaram baleados na rebelião da última sexta-feira, sendo que alguns foram baleados. Renata e Adaíse não confirmaram o número de detentos alvejados.
“Foram todos (os 15 detentos) para o IML (Instituto Médico Legal). O laudo sai nesta quinta-feira e todos os advogados vão ter acesso a ele, inclusive nós da defensoria pública. Ele vai atestar se os disparos foram de borracha ou não. Agora, o que a gente garante é que não houve mortes. Tem um preso internado ainda, mas não tivemos registros de óbito”, contou Renata, em conversa com os familiares.

As advogadas tranquilizaram o grupo de que a situação dentro da penitenciária já está normalizada. “Já foram pagos os kits higiene, alimentação e cobertores. Agora, os advogados vão poder entrar. Isso é muito importante, porque assim eles vão poder falar com os sentenciados”.

Mas segundo Renata, a expectativa é de que o trabalho de escuta de cada preso seja demorado, já que algumas portas da P1 foram danificadas. “Tudo tem que ser feito com calma, para tirar o sentenciado das celas para falar com os advogados e voltar. Isso que eles (direção da penitenciária) não estavam querendo, mas já foi liberado”.

Situação – Atualmente, a Penitenciária de Potim tem capacidade para pouco mais de oitocentos detentos, mas opera acima dos 1.600 presos. A rebelião da última sexta-feira teve início no período da manhã e só foi controlada no fim da tarde, com a ação do Grupo de Intervenção Rápida (GIR). Os presos que ficaram feridos foram encaminhados à Santa Casa de Aparecida e somente um permanece internado.

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Um comentário em “Defensoria pública confirma presos baleados na P1 de Potim

  • 29 de agosto de 2016 em 13:52
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    bom eu sinto muita pena deles independente de que eles fizeram eu estou sabendo que eles estao sem comida sem agua sem as suas roupas e sem luz e ainda estao levando uma sura por dia e desumano o que eles estao passando sera que nao tem deus no coraçao tratar como bicho pessoas que ja estao pagando a suas penas e presiza passar por tudo isso ainda gostaria que o jornal tomase uma providencia porque a policia vai matar todos de tanto bater ………….

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