Sem votação, Câmara de Piquete mantém Santana para mais dois anos na presidência

Vice Rominho Eventos segue afastado pelo TRE; Guilherme Terraninha assume cadeira

O presidente da Câmara de Piquete, Mario Celso Santana; vereador continua à frente do Legislativo (Foto: Jéssica Dias)
O presidente da Câmara de Piquete, Mario Celso Santana; vereador continua à frente do Legislativo (Foto: Jéssica Dias)
Rafaela Lourenço
Piquete

Sem chapa concorrente, a Câmara de Piquete tem nova mesa diretora, mas o vereador Mario Celso Santana, o Santana (PSD) segue como presidente para o biênio 2019/2020. Já o atual vice-presidente, Rômulo Kazimierz, o Rominho Eventos (PC do B), segue afastado do cargo pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo). Apesar da presidência ser a mesma, o cenário político da Câmara de Piquete tem mudanças para este ano.

Segundo Santana, a nova mesa diretora composta por ele, pelo vice-presidente Claudinei Luiz de Moraes (PR), a primeira secretária Maria Luiza Moreira, a Malu (PTB) e o segundo secretário Marcos Guilherme Alves da Silva, o Guilherme Terraninha (SD) não passou por votação devido ao direito de escolha do bloco parlamentar.“Existe em Piquete um bloco parlamentar, isso constituído dentro do regimento interno, o qual diz que os partidos com maior bancada na mesa, unidos dentro de um bloco parlamentar, têm o direito da escolha do presidente da Câmara e primeiro secretário, então não houve efetivamente eleição em virtude desse artigo 8 do regimento interno”, explicou.

Afastamento – Por determinação do TRE, o vereador Rominho Eventos teve seu mandato cassado por infidelidade partidária. O parlamentar foi punido por ter, de acordo com investigação, trocado de partido sem apresentar justa causa.

O membro do PC do B classificou o processo movido pelo seu ex-partido como “mais uma perseguição política”, e se dizia otimista com a análise de sua desfiliação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo o presidente da Câmara, a defesa apresentada pelos advogados de Rominho foi negada e seu afastamento foi publicado no Diário Oficial no dia 3 de dezembro. “Oficialmente recebi a documentação na segunda-feira momentos antes da sessão, mas o próprio Tribunal já havia me enviado no dia 14, através do e-mail da Câmara me notificando para convocar e empossar o suplente”, frisou.

O vereador suplente, Marcos Guilherme Alves da Silva, o Guilherme Terraninha, filiado ao SD, que teve 143 votos em 2016, assumiu a cadeira para a metade do mandato. “É um orgulho assumir esse cargo em Piquete, estou muito feliz, não foi da maneira que eu desejava pois eu queria tomar posse em 2016, mas aí o vereador tomou as decisões dele e caiu para mim a oportunidade neste ano. Vou me esforçar para que todos os munícipes fiquem felizes com o meu trabalho”.

Para o presidente, a troca de cadeiras não afeta os trabalhos da Câmara e a conversação entre os parlamentares. “Graças a Deus estamos bem unidos, os nove falando a mesma língua, na mesma direção, em busca das melhorias para o município e fiscalizando o poder Executivo, que é o dever do vereador”.

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