Justiça determina retorno de Teca ao comando de Piquete

Afastada em junho, prefeita consegue reverter cassação da Câmara e prepara trocas em secretariado

Teca Gouvêa que reassumiu a Prefeitura após processo de abandono de prédios públicos (Foto: Rafaela Lourenço)
Teca Gouvêa que reassumiu a Prefeitura após processo de abandono de prédios públicos (Foto: Rafaela Lourenço)

Lucas Barbosa
Piquete

Quatro meses após ter seu mandato cassado pela Câmara de Piquete, a prefeita Ana Maria de Gouvêa, a Teca (PSB), foi reconduzida ao cargo pelo Tribunal de Justiça na última terça-feira. O Judiciário julgou improcedente a denúncia de que a chefe do Executivo havia abandonado cinco prédios públicos.

Em setembro do ano passado, o presidente da Câmara, Mário Celso de Santana (PSD) denunciou que a Prefeitura não estava prestando os devidos cuidados de preservação e manutenção com um centro de educação ambiental, duas escolas municipais, uma academia ao ar livre e um posto de saúde.

Em sua defesa, Teca afirmou na época que a denúncia era falsa e fazia parte de uma perseguição política. Além de ressaltar que parte dos prédios estava em desuso há mais de uma década, ela justificou que o Município não possuía condições financeiras de manter os espaços em funcionamento.

Já no fim de fevereiro, o Legislativo aprovou a abertura de uma CIP (Comissão de Investigação Processante) contra a chefe do Executivo. Na ocasião, somente o vereador Rodrigo Nunes (PHS) foi contrário à medida.

Com o afastamento de Teca em junho, coube ao seu vice, Agnaldo Almeida, o Xeroso (MDB), assumir o Município.

Na última terça-feira, o Tribunal de Justiça determinou a suspensão da cassação. De acordo com o parecer, não foi identificada nenhuma omissão ou outra forma de irregularidade por parte da prefeita na administração do   patrimônio público. Além disso, o Judiciário verificou que os cinco prédios recebiam limpeza regularmente e até mesmo troca de cadeados.

Durante entrevista ao Jornal Atos, na manhã da última quarta-feira, Teca comemorou a decisão judicial e revelou quais serão as primeiras ações tomadas após seu retorno.  “Durante o período de afastamento me mantive tranquila já    que sabia que a minha inocência seria comprovada pela Justiça. Esta manobra que fizeram contra mim foi puramente política e não técnica. Em breve, realizarei diversas trocas em cargos do primeiro escalão. Porque enquanto eu estava afastada o Xeroso optou em nomear pessoas de sua confiança para estas funções, o que é perfeitamente compreensível”.

A chefe do Executivo revelou ainda que esta confiante de que o Tribunal de Justiça julgará improcedente a denúncia da Câmara de que a Prefeitura adquiriu um imóvel na região central do município, sem autorização legislativa.

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