Idosa de 97 anos é internada dois dias após aguardar vaga em Unidade de Terapia Intensiva

Filha de paciente fez apelo por internação da mãe; Hospital Frei Galvão abriu leito na noite de quarta-feira

O Hospital Frei Galvão, que chegou a ficar sem leito de UTI para atender paciente nesta semana (Foto: Ana Laura Carvalho)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá 

Uma paciente de 97 anos aguardou por cerca de dois dias até ser internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ela havia dado entrada no Pronto Socorro de Guaratinguetá na última segunda-feira (19).

De acordo com relatos da filha da paciente, Nadir Coelho, a mãe, de 97 anos, necessitava de um leito de UTI para internação, mas não haviam leitos disponíveis no Hospital Frei Galvão. Na manhã de quarta-feira (21), Nadir fez contatos com veículos de comunicação da região e expôs o caso.

No mesmo dia, a Prefeitura de Guaratinguetá, por meio de nota, informou que a mãe “aguardava a vaga de UTI pois não havia leito disponível”. Ainda segundo comunicado, ela “estava inserida no sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde) do Governo do Estado”. A idosa foi atendida no hospital com “todo suporte” e com um profissional da secretaria de Saúde que acompanhou o caso, de acordo com a Prefeitura.

Até quarta, a Prefeitura aguardava liberação de vaga para internação por meio do sistema Cross. “Minha mãe foi transferida para a UTI ontem à noite”, confirmou Nadir Coelho nesta quinta-feira (22). Segundo a filha, a mãe teve um derrame pleural, o coração estava inchado e ela não estava apresentando reação. “Só Deus. Ela está nas mãos de Deus”.

O Hospital Frei Galvão foi procurado para responder e se manifestou por meio de nota. “… a paciente já se encontra internada na UTI desde o dia 21 de julho de 2021. Com relação à regulação de vagas, esclarecemos que seguimos o seguinte protocolo: quando o paciente dá entrada no Pronto Socorro Municipal e o médico solicita internação, primeiramente, esse paciente é inserido no Kvagas, um sistema de regulação municipal onde a referência é a Santa Casa de Guaratinguetá e, posteriormente, o Hospital Maternidade Frei Galvão. Uma vez que não há vaga nas instituições, o paciente é então inserido na Cross”.

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