Após discussões, Tenaris Confab demite 85 metalúrgicos em Pinda

Funcionários são desligados devido à redução da demanda de serviço; negociação garante permanência de outros 265

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

Reunião do sindicato que debateu propostas da Tenaris Confab (Divulgação SMP)
Reunião do sindicato que debateu propostas da Tenaris Confab (Divulgação SMP)

Alegando excedente de funcionários e queda na demanda de produção, a Tenaris Confab demitiu 85 colaboradores na última semana, em Pindamonhangaba. Para evitar ainda mais cortes, a fabricante de tubos de aço firmou um acordo com os metalúrgicos para o cumprimento de um plano de medidas que preservará 265 postos de trabalho.

Durante assembleia na manhã da última segunda-feira, cerca de 750 funcionários da Tenaris Confab aprovaram a proposta da direção da empresa que consistiu na inclusão de 176 empregados em lay-off (programa do Ministério do Trabalho que complementa metade do salário do funcionário) e outros 70 em work-sharing (redução de jornada e salário).

Desde o último dia 19, o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba liderava a mobilização dos quase 1,2 mil funcionários da empresa, sugerindo que a empresa adotasse o lay-off e work-sharing para evitar demissões.

Na data, a associação chegou a cogitar a realização de uma greve caso a fabricante de tubos de aço prosseguisse com seu plano de cortar 350 funcionários, devido à uma suposta queda em sua demanda de produção.

Apesar dos 85 desligamentos, para o presidente do sindicato da categoria, Herivelto dos Santos, o Vela (PT), o saldo da negociação foi positivo. “O Sindicato fez o possível para que não ocorresse nenhuma demissão. Mas já que não foi possível, o importante é que conseguimos preservar 265 empregos. Se não existisse mobilização dos trabalhadores, a empresa não teria feito nem a primeira proposta”.

Em resposta à imprensa regional, a Tenaris Confab confirmou o acordo com os metalúrgicos. A empresa ressaltou ainda que registrou queda em sua produção devido a uma baixa no setor de óleo e gás. Outo impacto negativo foi o fim de um projeto de exportação, que representava 80% da produção da fábrica.

A reportagem do Jornal Atos tentou entrar em contato com a direção da empresa, mas nenhum responsável foi localizado até o fechamento desta edição.

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