Projetos de última hora dividem bancadas na Câmara de Aparecida

Matérias foram entregues pouco antes do início da sessão; mesmo com rejeição da oposição, criação de cargos de professores é aprovada

Os vereadores Elcinho (em pé) e Adilson Lima, que divergem sobre encaminhamento de projetos à Câmara (Arquivo Atos)
Os vereadores Elcinho (em pé) e Adilson Lima, que divergem sobre encaminhamento de projetos à Câmara (Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Aparecida

A última sessão de Câmara em Aparecida foi marcada pela votação às pressas de três projetos da Prefeitura que chegaram de última hora à Casa. Os vereadores Carlos Rodrigo de Assis Wendling, o Diguinho (PP), Elcio Ribeiro Pinto, o Elcinho (PR) e Márcia Maria Leite Filippo (PSD), que compõe a bancada de oposição ao Governo votaram contra as matérias, com destaque para a que pedia a criação de cargos para área da educação.
Os dois projetos, mesmo não sendo considerados polêmicos, pediam a abertura de uma vaga para professor de Português e outra para professor de Espanhol, mas os parlamentares não aceitaram que fosse votado, já que não houve tempo para análise, nem mesmo da comissão de Educação, presidida por Elcinho.
Mesmo com a contrariedade dos três, os projetos foram aprovados com cinco votos favoráveis.
Para o vereador Diguinho, o tempo de análise dos projetos era muito curto, não possibilitando assim um estudo aprofundado da matéria. “A Câmara marca as sessões sempre para as 19h30, e para mim o projeto chegou às 19h25, ou seja, cinco minutos antes da sessão. Além disso, ele não tinha nenhum parecer jurídico. Eu não posso votar sem esse parecer, não que ele seja necessário, mas para minha segurança, enquanto parlamentar, preciso desse aval”.
Ele fez questão de mencionar que criação de cargos, mesmo que sejam duas vagas apenas para professores, deve ser analisado com calma e transparência, por ser ano eleitoral. “É um projeto de criação de cargo, e em ano eleitoral é muito complicado. Não sou contra o projeto, mesmo porque por cima eu até acredito que seja uma boa, mas eu precisava de mais tempo para analisar”.
Segundo o parlamentar, essa análise era necessária para garantir a transparência da votação, e em se tratando cargos na área da educação, era necessário também que passasse pela comissão de educação. “Eu queria mais tempo para analisar com calma e transparência, para aí sim poder votar, mesmo que fizéssemos uma extraordinária e nós votamos contrários ao projeto”.
O presidente da Câmara, o vereador Adilson José de Lima Castro (PSDB), destacou que os projetos foram colocados em votação porque segundo ele, eram apenas cargos de professores para atender a demanda do município, e ele entendeu que não haveria necessidade de uma análise tão aprofundada como a solicitada pela oposição.

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