Falta de medicamentos no mercado afeta distribuição pública na região

Prefeituras de cinco cidades emitem comunicado conjunto sobre o problema; pacientes enfrentam dificuldade em conseguir antibióticos e anti-inflamatórios

Cartela de medicamentos; região sente falta de remédios nas farmácias municipais pela escassez da matéria-prima (Foto: Reprodução EBC)

Lucas Barbosa
RMVale

Em resposta às reclamações de moradores sobre a falta de medicamentos nas farmácias municipais, prefeituras de cinco cidades da região publicaram uma nota conjunta na última terça-feira (14), explicando a situação. Os municípios alegam que fatores externos têm afetado a distribuição de remédios, com destaque para antibióticos e anti-inflamatórios.

Elaborada pelas secretarias de Saúde de Cachoeira Paulista, Cunha, Guaratinguetá, Lorena e Piquete, a nota de esclarecimento reconhece a redução da variedade dos medicamentos fornecidos pelas farmácias municipais à população nos últimos meses. O comunicado justifica que o problema é motivado pela escassez de matérias-primas, provenientes principalmente da China e da Índia, para a produção de diversos tipos de remédios. Além dos dois países asiáticos, a Rússia também reduziu a oferta de insumos para a exportação, devido ao andamento da guerra que vem travando contra a Ucrânia, desde o fim de fevereiro.

Ressaltando que a dificuldade na aquisição não é uma exclusividade regional, mas sim nacional, a nota explica que a carência de matéria-prima para a produção de medicamentos vem prejudicando “o planejamento das empresas fornecedoras, tanto das prefeituras municipais quanto do Estado, haja visto que elas estão cancelando os pedidos de entrega (itens das atas de registros de preços), o que contribui também na dificuldade de suprir os estoques municipais (trecho do documento)”.

Além de apontar o antibiótico amoxicilina e o anti-inflamatório prednisona como dois dos remédios que mais estão em falta no mercado, a nota aponta ainda a dificuldade enfrentada até mesmo pelos governos do Estado e Federal em encaminhar aos Municípios medicamentos de alto custo, como: Biotina (vitamina B7), donepezila (inibidor de acetilcolinesterase usado para o tratamento da doença de Alzheimer) e a risperidona (antipsicótico usado no tratamento a esquizofrenia).

Durante entrevista ao Jornal Atos, o secretário de Saúde de Piquete, Luiz Humberto Leite, comentou sobre o atual cenário de dificuldades e revelou as alternativas que o Município vem adotando para amenizar os prejuízos aos pacientes. “A falta tem afetado tanto as farmácias públicas como até mesmo as drogarias privadas e hospitais. Essa carência de insumos tem feito muitos fornecedores adiarem a entrega ou até mesmo a cancelarem. Lidando com a imprevisibilidade de restabelecimento do estoque da farmácia municipal, nossos médicos têm avaliado a situação de cada paciente e vendo a possibilidade de substituírem o remédio em falta por outro que esteja disponível, assim mantendo o tratamento com excelência”.

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