Marcondes desacelera investimentos após cortes de repasses

Elevação de apenas 3% na previsão de orçamento e menor apoio federal e estadual faz Lorena colocar o “pé no freio”

O prefeito Fábio Marcondes, que reclama a falta de atenção do governo para com as cidades (Foto: Da Redação/Atos)
O prefeito Fábio Marcondes, que reclama a falta de atenção do governo para com as cidades (Foto: Da Redação/Atos)

Francisco Assis

Lorena

O último ano do mandato de Fábio Marcondes (PSDB) na Prefeitura de Lorena deve ser de “pé no freio” e “contenção geral de gastos”. Essa foi a análise do próprio tucano ao comentar as previsões para a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), aprovadas na Câmara. Ele acredita que o município terá sérias dificuldades para atingir os R$ 183 milhões previstos e culpou o descaso do governo.

O planejamento aumentou o orçamento previsto em 3%, referente aos números de 2015, saindo de R$ 178 milhões para R$ 183 milhões. Marcondes destacou que o índice foi reduzido devido à realidade encontrada nos cofres municipais, combalidos após os cortes de investimentos do Governo Federal e a redução de repasses do Estado.

O prefeito enumerou os problemas que a crise político-administrativa do País vem acarretando aos municípios, e destacou quais os setores mais prejudicados. “O maior problema é a saúde. Investir nela não é uma questão de prioridade, mas de necessidade. É uma situação irreversível, porque está por conta do município. O Estado gastou 12% na saúde do seu orçamento, nós aqui, gastamos 36%, bem acima do que pede a lei (15%). O Governo Federal fica entre 4% e 5%, assim transferem o caos aos municípios”.

A arrecadação parece que não será suficiente. Com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em 7% e a queda no FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o prefeito destacou que a cidade já encara um déficit orçamentário e projeta paralisações em investimentos internos.

“Tivemos de ser prudentes, aumentando apenas 3% a previsão da LDO. Só temos uma saída que é cortar investimentos, despesas, colocar o pé no freio”, frisou Marcondes, que vem promovendo medidas de contensão, como a redução de horas extras em todas as secretarias, entre 20% e 30%.

“Isso foi necessário. Embora mantivemos um sistema nos primeiros anos que nos deram certo fôlego, estou bastante preocupado. Parte dos trabalhos, como as obras de águas pluviais, que já estavam programadas e vão seguir, mas algumas não poderemos colocar em prática”, concluiu.

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