Infraestrutura da rodoviária de Guará volta a ser alvo de críticas na Câmara

Requerimentos evidenciam queixas de trabalhadores e usuários que passam por terminal de ônibus; infiltrações destacam problemas

Fila em guichê próximo a infiltrações no telhado da rodoviária de Guará; críticas na Câmara (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A Câmara de Guaratinguetá voltou a abordar as más condições estruturais da rodoviária. Os apontamentos são, em especial, sobre infiltrações nas paredes e teto do terminal de ônibus, que abriga os guichês das empresas rodoviárias e pontos comerciais instalados no local. Em épocas de chuvas, foram registrados alagamentos no piso inferior do prédio.

Na última semana, a vereadora Danielle Dias (PSC) pediu que providências sejam tomadas para melhores condições de trabalho aos funcionários e de acesso aos usuários dos serviços prestados. De acordo com a parlamentar, a queixa é de uma funcionária de uma das empresas de ônibus que operam na rodoviária. “Ela (colaboradora) mandou vídeo, mandou foto. Está preocupada porque a condição de trabalho está ruim. Goteira, infiltração, quando chove dá problema no telhado. Esses dias desabou uma massa do telhado e quase caiu na cabeça de um passageiro”, salientou.

Dani citou que com a projeção turística que Guaratinguetá tem ganhado nos últimos anos e os projetos atuais para fomentar o turismo, como pavimentação da estrada do Gomeral e reforma do Mercado Municipal, é importante que o terminal rodoviário esteja bem estruturado para receber os passageiros. Uma alternativa apontada pela vereadora é a possível captação de recursos para reforma do prédio através do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias). “O Arilson (Santos, presidente da Câmara) comentou hoje que estão pedindo para baixar o preço do aluguel porque não querem continuar lá. No meu requerimento eu pergunto à Prefeitura se existe a possibilidade de pleitear recursos do Dade”, finalizou.

Citado por Dani, o presidente do Legislativo apresentou um requerimento neste ano solicitando informações sobre os valores dos aluguéis cobrados aos proprietários de lanchonetes e lojas na rodoviária. Também neste ano, em fevereiro, Fabrício Dias (MDB), reiterou um requerimento do ano passado, e abordou a falta de melhorias no prédio. “Nós perguntamos por qual motivo não foram realizadas as obras de melhorias na infraestrutura, que estavam sob a responsabilidade da secretaria de Mobilidade Urbana conforme a prefeitura havia alegado no primeiro requerimento. Perguntamos se havia previsão de realização de obras naquele local e projetos ou cronograma físico e financeiro para execução das obras”, detalhou o parlamentar.

No requerimento, Dias questiona ainda as obras realizadas entre 2020 e 2021, além das medidas tomadas para garantir acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A vistoria do prédio também foi indagada pelo parlamentar.

“Quem passa e olha com atenção vê que falta um certo cuidado. O teto está mofado, quando chove, igual hoje, tem goteira. Se chove forte já chegou a ter inundação, além da gente sentir que falta um cuidado maior com a rodoviária”, informou Gustavo Camargo, estudante de 21 anos, que utiliza o espaço todas as semanas.

Uma funcionária de uma das empresas rodoviárias, que preferiu não se identificar, chamou a atenção para os riscos de quem trabalha no local. “A gente tem a sensação que, dependendo da chuva, pode ser que o teto descasque, caia. Mas além disso tem a questão da segurança, que ainda persiste”.

Outro lado – Segundo o secretário de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Marco Antônio “Major” de Oliveira, foi encerrada uma licitação que definiu uma prestadora de serviço para emitir um laudo técnico referente às necessidades da rodoviária. “O primeiro passo nosso é a reforma do telhado para depois verificarmos outras questões, como iluminação, parte elétrica e pintura da rodoviária. A primeira etapa que é a contratação da empresa que vai avaliar toda a estrutura já foi feita e assim que ela nos entregar esse laudo, vamos contratar a empresa para fazer a obra referente ao telhado”, respondeu.

A empresa terá dois meses para emitir um laudo para a secretaria. Após isso, a pasta vai fazer uma nova licitação para definir a executora da obra. Ainda segundo o Major, cuidados referentes ao banheiro, limpeza e segurança do prédio foram tomados, com contratação de empresas responsáveis.

 

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