Acusada por cárcere privado, clínica clandestina é interditada na cidade de Ubatuba

Casa de reabilitação mantinha dependentes químicos em situações de irregularidade; proprietário é preso pela Polícia Civil

Dormitório de clínica clandestina em Ubatuba; ação da Polícia Civil prende proprietário (Foto: Divulgação Polícia Civil)

Lucas Barbosa
Ubatuba

Após uma denúncia anônima sobre maus-tratos, a Polícia Civil interditou na manhã da última segunda-feira (22) uma clínica de reabilitação de dependentes químicos em Ubatuba. Além de não ter permissão municipal para funcionar, o estabelecimento clandestino é acusado de cárcere privado por parte dos internos.

De acordo com a Polícia Civil, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão foi constatado que a comunidade terapêutica, que não teve o nome divulgado, não possuía o alvará de funcionamento. Localizada na rua Xantina no bairro Praia Dura, a clínica irregular pertence a um empresário de 40 anos.

Em nota oficial, a Prefeitura de Ubatuba revelou ainda que a lei municipal de zoneamento não permite a instalação de entidades de recuperação neste ponto da cidade litorânea.

No interior da clínica, os policiais civis e fiscais da Vigilância Sanitária encontraram alimentos vencidos, diversos frascos de medicamentos, duas máquinas de cartão de crédito e um caderno com a contabilidade do negócio. Os materiais foram apreendidos e serão analisados pelos profissionais.

Durante a operação, três assistidos relataram que permaneciam internados no local contra a vontade e que seus parentes efetuavam pagamentos mensais ao dono do estabelecimento. O trio prestará, em breve, um novo depoimento à Polícia Civil, que analisará se as denúncias poderão caracterizar o crime de cárcere privado.

O proprietário da clínica clandestina foi preso e encaminhado à Delegacia de Ubatuba, permanecendo à disposição da Justiça.

A reportagem do Jornal Atos solicitou à Prefeitura de Ubatuba informações sobre o nome da clínica, número de internados e o destino do grupo após a interdição, mas o Executivo não atendeu ao pedido. Na sequência, a reportagem buscou dados junto à Polícia Civil de Ubatuba, mas nenhum responsável foi localizado para comentar o caso até o fechamento desta edição.

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