Abatedouro clandestino de Guará lacrado fornecia carne para nove cidades da região

Operação da Policia Ambiental coloca fim a esquema de estabelecimento irregular de Guaratinguetá, com prisão em flagrante de responsáveis

Homens da Polícia Ambiental após operação que conseguiu flagrar ação de batedouro clandestino (Foto: Divulgação)
Homens da Polícia Ambiental após operação que conseguiu flagrar ação de batedouro clandestino (Foto: Divulgação)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Ao todo, nove cidades recebiam carne de um abatedouro clandestino de Guaratinguetá, descoberto nesta semana. A Polícia Ambiental chegou até o local, na zona rural, através de denúncia anônima, e apreendeu mais de duzentos quilos de carne. A ação terminou com a prisão de dois homens, pai e filho, que são indicados como responsáveis pelo estabelecimento.

A ação dos policiais foi registrada no último domingo. O flagrante aconteceu no Engenho D’Água, bairro na zona rural que fica próximo à rodovia Paulo Virgílio, que liga Guaratinguetá a Cunha. Foram encontrados materiais usados para matar os animais, ossadas e carnes, algumas já embaladas para venda.

As equipes de policiais e da Vigilância Sanitária de Guaratinguetá encontraram carne de porco, carne bovina e carne de aves como patos, no abatedouro. As condições de abate e preparo dos alimentos vão contra o Código de Defesa do Consumidor e a saúde pública.

Ao menos açougues de nove cidades da região recebiam o produto do abatedouro. O delegado Francisco Sannini, responsável pela Delegacia de Investigações Gerais, confirmou que a carne era comprada por frigoríficos de Roseira, Aparecida, Potim, Guaratinguetá, Cunha, Lorena, Canas, Piquete e Cachoeira Paulista.

Além dos itens e produtos encontrados, a Polícia Militar localizou um caminhão com quatro bezerros. De acordo com as informações, os homens responsáveis pelo transporte dos animais foram detidos, mas acabaram liberados após serem ouvidos.

Situação diferente do pai e filho, de 60 e 40 anos respectivamente, que foram presos em flagrante e indiciados por crime contra o meio ambiente e contra a saúde pública. A pena prevista para crimes dessa natureza pode variar de 1 a 5 anos. Além da prisão, a Vigilância Sanitária do município multou os dois.

O sítio, que funcionava como abatedouro, foi lacrado para comercialização de produtos alimentares. O valor da multa imposta aos responsáveis pelo abatedouro ainda não foi confirmada devido aos sérios danos à saúde pública que o local e os produtos apresentavam.

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