Iniciada, na região, operação da Polícia Federal fecha cerco contra fraudadores do PIS no Estado

Quadrilha usa documentos falsos para sacar benefícios de vítimas; investigação passa por Cruzeiro e Lorena

A Polícia Federal, que desmantelou esquema que fraudava o PIS; operação de alcance nacional teve início na região com trabalho em Lorena (Foto: Arquivo Atos)
A PF, que desmantelou esquema de fraude no PIS; operação nacional teve início na região com trabalho em Lorena (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Regional

Uma investigação realizada em maio pela Polícia Federal de Cruzeiro culminou na última semana em uma operação de combate a golpistas que realizaram saques irregulares do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social) em diversos municípios paulistas. A ação, que contou com mais de sessenta policiais, cumpriu oito mandados de busca e apreensão em São Paulo.

Batizada de ‘Golpes Master’, a operação foi deflagrada na manhã da última quarta-feira em diversos pontos da capital paulista. De acordo com o delegado da Polícia Federal de Cruzeiro, Enio Bianospiano, nos imóveis foram encontrados 172 RGs (Registro Geral) falsos que teriam sido utilizados pela quadrilha para sacarem o abono salarial das vítimas.

As investigações da PF apontaram que os criminosos obtinham informações privilegiadas de nomes de trabalhadores que deveriam receber o PIS nas agências da Caixa Econômica Federal. Utilizando RG’s falsos, os golpistas sacaram o dinheiro em diversas agências.

Segundo dados da Caixa Econômica, foram realizados 88 saques, que representam um prejuízo de proximamente R$ 80 mil aos cofres públicos.
A atuação dos golpistas foi descoberta pela equipe da PF de Cruzeiro, em maio, após a prisão de um dos criminosos em Lorena. Imagens de câmeras de videomonitoramento da agência bancária auxiliaram na identificação do estelionatário.

Até o momento nenhum criminoso foi preso, mas a PF já trabalha com nomes de suspeitos.

A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com a Polícia Federal de Cruzeiro, mas o delegado responsável pelo início da investigação, Ronilson dos Santos, não foi localizado para comentar o caso. De acordo com agentes federais, ele permanece em São Paulo participando dos desdobramentos da operação.

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