Cruzeiro e Daae debatem saídas para evitar cortes no fornecimento de água

Crise hídrica é foco de planejamento da administração, que pede apoio do Governo para conter problemas de escassez na estiagem

Mais de um ano após decretar crise no abastecimento de água, Cruzeiro ainda busca saídas para impedir que os moradores fiquem sem o fornecimento. Na última semana, o engenheiro Wanderley de Abreu, diretor da Bacia do Rio Paraíba e Litoral Norte do Daae (Departamento de Águas e Energia Elétrica) visitou a área do Rio Batedor e a Estação de Tratamento da cidade.

A passagem do engenheiro foi acompanhada pela prefeita Ana Karin de Almeida (PRB) e pela equipe técnica do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), formada pelo diretor Luiz Horta e pelo diretor-técnico Rodrigo Medeiros. A visita deu sequência ao trabalho do município para evitar a repetição de problemas como do último verão.

Eles discutiram projetos que minimizem os impactos da crise hídrica, como obras para novas captações e armazenamento de água. De acordo com a Prefeitura, uma das possibilidades é promover a abertura de poços artesianos em pontos específicos da cidade.

“A falta de água não é isolada, não acontece só em Cruzeiro. Retomarei projetos que, infelizmente, não foram desenvolvidos por quem me antecedeu no tocante a melhorias nos reservatórios da cidade e na implantação de outras fontes de abastecimento. As áreas mais altas da cidade, inclusive, sofrem mais durante os períodos de muito calor e pouca chuva”, criticou Ana Karin.

Os representantes do Daae e da Prefeitura visitaram o principal manancial do município, o rio Batedor, responsável pelo abastecimento de 75% de Cruzeiro. Eles também fizeram uma avaliação técnica da ETA (Estação de Tratamento de Água) I, responsável pelo armazenamento de parte das residências da cidade.

Os engenheiros constataram que o abastecimento está comprometido devido às variações climáticas e que no verão, quando o consumo de água é maior, o recurso hídrico não deve atender toda a demanda.

Na tentativa de evitar o risco de “quebra” no sistema de fornecimento, a cidade deve optar pela abertura de poços artesianos. A Prefeitura vai realizar estudos para escolher os pontos de perfuração. Outra opção é a captação da água do Rio Paraíba.

As duas saídas já haviam sido levantadas pela administração de Rafic Simão (PMDB), durante o período em que Ana Karin estava afastada do cargo.

Apesar do apontamento de falhas da prefeita sobre seu vice e desafeto político, a administração anterior chegou a apresentar outras medidas para o controle da crise hídrica, algumas causando até mesmo polêmicas na cidade.

Entre elas, a criação de multa de R$ 108 para os usuários que comprovadamente forem pegos desperdiçando água. O valor é cobrado na conta do usuário. Em caso de reincidência, a multa dobrada e se o usuário persistir no desperdício, o Saae poderá cortar o abastecimento de água no local.

Em outra medida, um projeto do Executivo que pedia o reajuste na tarifa de água, acabou reprovada por unanimidade na Câmara. A autarquia pedia aumento de 5,2% na conta de água do município, além da criação de novas tarifas. A justificativa era de que o dinheiro seria utilizado para obras iniciais no tratamento de esgoto da cidade. O Saae pretendia também realizar aumento na taxa de esgoto, passando dos atuais 50% para 70% do valor da água.

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