Praiamar tem segundo pedido de revogação judicial negado

Intervenção municipal promete frota completa para a próxima semana; empresa contesta anulação

Um dos veículos que fazem o transporte coletivo de Caraguá; Justiça mantém intervenção (Foto: Reprodução Praiamar)

Thamiris Silva
Caraguatatuba

Em Caraguatatuba, a empresa de transporte ‘Praiamar’ teve seu segundo pedido de revogação negado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A empresa é alvo de reclamações por problemas em cumprir cláusulas contrastivas, judiciais e sanitárias, segundo a Prefeitura.

A empresa recorreu, na última quinta-feira (22), pela segunda vez à decisão da justiça que nomeou a Prefeitura responsável pela gestão da empresa. A intervenção na administração do serviço apresentou, em pouco menos de um mês, mudanças no transporte público como o aumento da frota de 33 para 38 veículos, adequação de linhas e pagamento de salários e benefícios atrasados dos funcionários.

A empresa estava com 11 ônibus da sua frota atuando em condição indevidas e não estaria mantendo o protocolo de respeito às diretrizes do Ministério da Saúde para prevenção ao Covid-19. No período da nova gerência, a Prefeitura planeja a abertura de um processo administrativo com todas as possíveis falhas que ocasionaram a intervenção.

Em entrevista ao programa Atos no Rádio, o prefeito Aguilar Junior (MDB) destacou que seu objetivo é empregar mais motoristas, aumentar a quantidade de transporte em 100% , que seria 45 ônibus,  até a próxima segunda-feira (3), implementar um aplicativo para o uso da população (sistema já utilizado em outros municípios da região, que oferece o serviço de localização do ônibus em tempo real por meio do GPS portátil, instalado em cada veículo) e contratar uma empresa para realizar a higienização diária dos carros.

Aguilar Júnior revelou ainda que será aberto um processo licitatório para a contratação de uma empresa de transporte. Ele espera que, mesmo com a intervenção causada pelo déficit no atendimento da Praiamar, não será necessário o adiamento do processo. O atual contrato, suspenso no início de abril, tem vencimento em 2022.

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