Família de Pinda faz rifa para custear tratamento de filha com autismo severo

Campanha “Todos Por Maria” nas redes sociais tenta arrecadar valor correspondente ao tratamento especializado para jovem; visa possibilitar atendimento

Maria Júlia com seus pais; família busca auxílio para tratamento da jovem (Foto: Reprodução)

Bruna Silva
Pindamonhangaba

Uma família de Pindamonhangaba tem se mobilizado para arrecadar, por meio de uma rifa, o valor necessário para o tratamento de uma jovem de 21 anos, que convive com caso de autismo rigoroso. De acordo com os pais, o agravamento na situação causou a necessidade de atendimento em clínica especializada, o que pode ser custeado com a campanha “Todos Por Maria”.

Segundo o pai de Maria Júlia, o metalúrgico Ronaldo Moreira, o convênio médico que possui, não cobre o atendimento necessário para a jovem, já que a viabilidade seria apenas para dependentes químicos.

Outro desafio é encontrar clínicas psiquiátricas especializadas na região. Moreira lamentou a escassez do serviço. “Conseguiram uma em Roseira para atendimento por alguns dias, não deu mais, porque é muito caro”, contou o pai, que refinanciou um carro para custear a internação que tem custo de cerca de R$ 5 mil mensalmente.

Durante o período de internação, a jovem se adaptou e teve tratamento humanizado, a família segue a procura da continuidade da abordagem terapêutica por seis meses.

Mesmos separados há cerca de seis anos, os pais dividem os cuidados com Maria Júlia. A mãe, Silvia Rodrigues, terapeuta, explicou que a jovem está muito ansiosa, por conta da pandemia, pois antes ela tinha vida social ativa. Com as crises agressivas, ela teve que deixar de frequentar a escola e convívio social, o que fez com que o quadro de surto psicótico evoluísse. “Fizemos de tudo para ficar com ela (em casa), mas infelizmente se fez necessário a internação. É momento muito difícil, pois tomar a decisão de tê-la longe de nós foi muito doloroso. (…) Toda a família ficou muito triste, jamais nos afastaríamos dela, mas era um risco até pra ela mesmo. Durante o surto, agride as pessoas e até ela mesma.”, contou.

Para viabilizar o tratamento, a família se mobilizou também nas redes sociais com uma rifa. O prêmio é um tratamento de Barra Acess, feito pela própria Silvia, com dez sessões de terapia energética, que teria um custo de R$ 1 mil. Cada número da rifa custa R$ 35. Os interessados em ajudar fazendo parte da rifa, que tem até 200 unidades de apostas, podem entrar em contato pelo WhatsApp no número (12) 99168-3971.

A primeira fase da rifa possibilitou o custeio de mais 15 dias de tratamento especializado, mas ainda há o prosseguimento do método. Silvia contou que Maria possui mentalidade de uma criança e gosta de atividades voltadas ao público infantil. “Ela precisa de acompanhamento total por conta estado de ansiedade que gera a agressividade. Na clínica, tem atividades dirigidas e exercícios. Essa rotina é o que ela precisa nesse momento”.

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