Câmara de Pindamonhangaba abre CEI para investigar acusação sobre Magrão

Anúncio de abertura na última sessão levou vereador a contestar trâmite e denunciar “máfia política” na cidade

Vereador de Pinda, Magrão, que é investigado por acusação em sessão de Câmara; legislativo abre CEI (Foto: Bruna Silva)

Bruna Silva
Pindamonhangaba

Após pressão popular, a Câmara de Pindamonhangaba abriu, nesta terça-feira (20), uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar o suposto envolvimento do vereador Carlos Eduardo de Moura, o Magrão (PL). O parlamentar foi apontado por uma denúncia anônima de estar envolvido num esquema de corrupção com “suposta coação e recebimento ilícito de abordagem ao diretor administrativo do Pronto Socorro, Eurico de Aguiar e Silva”.

Uma denúncia chegou até a Câmara indicando o parlamentar numa suposta situação de propina. O caso chegou a ser protocolado por moradores na Casa, assim como no Ministério Público. Desde o início do mês, a oposição e população cobravam um posicionamento dos parlamentares. Na sessão desta semana, o vereador Herivelto Vela (PT) confirmou a abertura do processo de apuração e relatou ainda que irá presidir a CEI, que conta ainda com João Carlos Comes, o Cal (Republicanos) e Francisco Norberto Silva Rocha Moraes, o Norbertinho (PP).
“Sabemos que uma CEI tem desgaste familiar, desgaste político e hoje, o vereador em questão, sofre um desgaste e uma perda. (…) Sei que teve pressão de cima para baixo para que realmente fosse cancelada essa CEI e fossem retiradas as assinaturas, mas nove vereadores mantiveram suas assinaturas”, enfatizou Vela.

Embora não tenha se oposto na tribuna à abertura do processo de investigação, Magrão voltou a afirmar que está sendo vítima de uma “máfia política”. Ele lembrou que um motoboy entregou a denúncia anônima na Câmara e que a “situação é criada”. Ele garantiu ainda que “não tem nada a temer” e que irá comprovar sua inocência no caso. “Se estão fazendo comigo, preste atenção… Que com outros (vereadores) irão fazer também. Estão querendo causar um pânico, uma situação escabrosa nesta Câmara de Vereadores e vocês vão ver o que está acontecendo e depois a gente pode conversa”, alertou. 

A expectativa é que Magrão possa acompanhar os depoimentos da comissão, conforme pedido ao responsável pela investigação. Se comprovada a inocência o caso será arquivado. Mas, caso seja culpado, o vereador pode ter o mandato cassado. 

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