Com mandados nesta quinta-feira, operação rastreia esquema que fraudou saúde de Cachoeira

Ex-prefeito Edson Mota está entre os acusados por crimes apontados pelo MP em contrato com organização social

Polícia em frente à Prefeitura de Cachoeira Paulista; operação rastreia fraude milionária na saúde (Foto: Reprodução)

Da Redação
Cachoeira Paulista

O ex-prefeito de Cachoeira Paulista, Edson Mota (PL) voltou ao foco de acusações de corrupção ativa. A casa do político e um dos alvos da segunda fase da operação “Santo Remédio”, que rastreia esquema que teria fraudado a saúde com cifras milionárias nos últimos anos.

A manhã desta quinta-feira (30) começou com movimentação em casas visitadas por policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), acompanhados de membros da Promotoria de Justiça de Cachoeira Paulista, que deram sequência à operação iniciada em 2018. As investigações abordam apontamentos de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro originárias de contratação irregular da organização social Instituto Isec, responsável pela gestão da saúde no município.

São sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados a envolvidos no grupo investigado (entre funcionários públicos e particulares), com residência em Cachoeira e Silveiras. A apuração tem braço ainda na cidade de Pilar, no Estado da Paraíba.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o montante que poderia ter sido desviado. O contrato inicial com o Isec está fixado em cerca de R$ 7 milhões ao ano.

A Santa Casa de Misericórdia também recebeu homens do Gaeco, que buscam documentos referentes ao contrato. A quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos também foi decretada, assim como a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 982.201,27 em resguardo ao prejuízo ao erário causado pelo esquema.

As investigações contam, além da atuação do Ministério Público, com o apoio da Unidade Regional de Guaratinguetá do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Até esta quinta-feira, dez pessoas já haviam sido diretamente denunciadas por envolvimento em crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A reportagem do Jornal Atos não havia ainda conseguido entrar em contato com o ex-prefeito Edson Mota e representantes do Isec até o fechamento desta matéria.

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