Saae de Aparecida identifica cinquenta pontos clandestinos em hotéis, bares e residências

Autarquia pretende entrar com ação judicial contra o uso irregular no abastecimento; prática pode levar a reclusão de 1 a 4 anos, além de multa

Hotéis no bairro Santa Rita, em Aparecida; Saae identifica ligações clandestinas (Foto: Arquivo Atos)

Marcelo Augusto dos Santos
Aparecida 

O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Aparecida identificou cinquenta pontos clandestinos de abastecimento de água em hotéis, pousadas, bares e residências do município, após uma vistoria realizada neste mês. Popularmente conhecido como “gato”, a ação é considerada crime de furto de bem móvel.

A prática de adulterar o sistema de fornecimento é enquadrada como atentado contra o patrimônio, segundo o artigo 155 do código penal brasileiro, o que pode levar a reclusão, de 1 a 4 anos, e multa.

O diretor da autarquia, Júlio César Ferraz, revelou que a cidade passa por análise para saber o impacto deste tipo de prática e ter acesso ao prejuízo acarreado. Ele pediu para que os leituristas ficassem de olho em qualquer anomalia nas ligações. “Infelizmente, algumas pessoas inescrupulosas tiram o hidrômetro ou fazem até ligações clandestinas. Deixa o hidrômetro em funcionamento e passa um tubo por fora, como um by-pass (desvio) e começa a consumir água sem o devido pagamento”, explicou o diretor.

Ainda segundo Ferraz, as ligações estão sendo desfeitas e alguns consumidores estão procurando o Saae para fazer a regularização. Mas apenas das medidas, o diretor pretende processar os infratores. “Vamos também instaurar um processo crime aqui e partir para cima, porque eu não acho justo, é uma total falta de consideração com aqueles que pagam regularmente em dia a sua água”.

Os locais identificados receberam visita de técnicos, que fotografaram e notificaram o proprietário do imóvel.

Um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil aponta que o país tem 38,45% de perda de água potável e a cada cem litros de água captada, tratada e potável, 38 litros não chegam oficialmente a ninguém.

O levantamento mostrou ainda que as perdas de água potável nos sistemas de distribuição acarretaram prejuízos de mais de R$ 12 bilhões no último ano.

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