Aparecida, Potim e Roseira se unem para ampliar atendimentos para Covid-19

A Santa Casa de Aparecida, que liberou vinte leitos para o novo coronavírus; cidades se unem para atender pacientes (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
RMVale

Representantes das prefeituras de Aparecida, Potim e Roseira se reuniram para definir estratégias em conjunto afim de prevenir diante da pandemia de coronavírus. Os três municípios, somados, têm aproximadamente 70 mil moradores e o principal hospital para atendimentos emergenciais dessa microrregião é a Santa Casa de Aparecida. O hospital liberou 20 leitos para atendimentos a casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. Na última quarta-feira, a prefeita de Aparecida, Dina Moraes (PDT) e os prefeitos de Roseira e Potim, Jonas Leandro Oliveira RMVale Polydoro (PSD) e Érica Soler (PR), respectivamente, se reuniram para discutir investimentos na Santa Casa de Aparecida, que serve como referência a atendimentos na região.

Em nota publicada pela prefeitura de Aparecida, há confirmação sobre as metas do encontro. “O objetivo foi tratar de saúde pública, depois de decretado estado de calamidade pública em todo o país. Dentre os assuntos discutidos está a possibilidade de uma maior oferta de leitos, para que em caso de aumento da proliferação da Covid19, os doentes sejam atendidos de forma eficiente e com maior rapidez”, finaliza o documento. O pico de casos em todo o estado de São Paulo deve ocorrer, segundo projeções do Palácio dos Bandeirantes, entre a segunda quinzena de abril e início de maio. As próximas três semanas serão cruciais para as cidades do interior, que sofrem aos poucos com o avanço do vírus. Grande São Paulo e a capital têm dificuldades nos atendimentos em hospitais públicos.

No Vale ainda há leitos. A Santa Casa de Aparecida havia confirmado a disponibilização de nove leitos equipados com respiradores e monitores, todos destinados para pacientes com suspeita ou confirmação de coronavírus. Após a reunião entre os três municípios, o hospital garantiu mais 20 leitos para atendimentos exclusivos. Desse total, oito têm respiradores e monitores e 12 são espaços simples. “Fizemos uma parceria entre as três cidades, elas financiam os leitos. Tem entrada pelo pronto atendimento municipal, que é um projeto da Prefeitura de Aparecida. Desses leitos temos oito com respiradores funcionando, e o restante leitos clínicos simples”, explicou o diretor administrativo do hospital, Frei Bartolomeu Schutz.

De acordo com o representante do hospital, os municípios estão fechando os valores, que contemplam equipe médica, materiais e equipamentos. “Como precisamos ter uma equipe específica só para essa ala, creio que (serão investidos) uns R$ 200 mil com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos, materiais e medicamentos”, concluiu. A unidade conta com todos os EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) e tem feito compras periódicas de um fornecedor em Bragança Paulista. Cada município está realizando levantamento de receita para investir na ampliação dos atendimentos. De acordo com a Prefeitura de Aparecida, não há uma data prevista para nova reunião.

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