Casos de vítimas carbonizadas: Polícia procura assassino de garota de programa e acusado por morte em 2017 é preso

Jovem de 23 anos é encontrada com pano amarrado na boca em casa incendiada; outro crime, em Guaratinguetá, tem homem detido durante operação em Paraty

Vítima carbonizada em Ilhabela; investigação segue em andamento pela Polícia Civil e criminoso continua foragido (Foto: Reprodução)

Da Redação
RMVale

Dois dias após prender o acusado de matar carbonizada uma moradora de Guaratinguetá em 2017, a Polícia Civil registrou um crime parecido na região no último sábado (9). Com apenas 23 anos, uma jovem teve o corpo incendiado por um assassino na região central de Ilhabela.

Moradores da rua José Dias Barbosa, no bairro Perequê, em Ilhabela, acionaram o Corpo de Bombeiros por volta das 23h do último sábado, após notarem uma fumaça densa saindo de uma casa. Ao entrar no imóvel, os bombeiros constataram que um dos quartos estava em chamas. Após apagar o fogo do cômodo, os profissionais se depararam com um corpo carbonizado, que estava com um pano amarrado na boca, em cima de uma cama.

Encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal), a vítima fatal foi identificada como Larissa dos Santos Correia. Os peritos analisam a possibilidade de ela ter sido morta asfixiada antes de ser carbonizada. O laudo conclusivo deverá ficar pronto até o fim desta semana.

Uma apuração da Polícia Civil constatou que a jovem era natural de Praia Grande, na Baixada Santista, e atuava como garota de programa em Ilhabela.

Imagens de câmeras de videomonitoramento de um imóvel vizinho registraram um homem entrando na casa e saindo pouco antes do incêndio começar. A gravação é analisada pela Polícia Civil de Ilhabela, que tenta identificar o criminoso.

Prisão – Enquanto as autoridades policiais tentam descobrir o autor do crime de Ilhabela, um dos responsáveis pelo assassinato de uma moradora de Guará no início de 2017, foi capturado no último fim de semana em Paraty, no Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, um trabalho de inteligência descobriu que o homem de 42 anos estava utilizando uma identidade falsa para atuar como pedreiro na cidade fluminense. Durante uma campana na manhã da última quinta-feira (7), os policiais conseguiram prendê-lo enquanto ele saía para trabalhar no bairro Caborê.

Ele é apontado pela Polícia Civil de Guará como um dos autores do assassinato de uma jovem de 21 anos, que estava grávida, ocorrido em 12 de fevereiro de 2017, no bairro Capituba. Carbonizado e esquartejado, o corpo da vítima foi encontrado por passageiros de um ônibus que transitava pela estrada do Capituba. O grupo ainda localizou na mesma região o filho da jovem, de apenas quatro anos, que havia sido jogado pelos criminosos num rio, mas que conseguiu sobreviver.

No fim de 2017, a Polícia Civil prendeu o ex-marido da vítima, que é pai da criança arremessada no rio e do bebê que morreu na barriga da mãe, após comprovar sua participação no crime. A investigação constatou que ele convidou um amigo, que acabou preso em Paraty, para ajudá-lo na execução do plano macabro.

A dupla responderá por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio doloso (quando existe a intenção de matar) contra menor de idade.

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