Pinda lidera índice de desemprego em 2016

Cruzeiro minimiza em 60% taxa de 2015; Queluz é uma das quatro cidades com saldo positivo

O Posto de Atendimento ao Trabalhador, em Cruzeiro; cidade é um dos destaques negativos na região, em levantamento anual do Caged (Andreah Martins)
O Posto de Atendimento ao Trabalhador, em Cruzeiro; cidade é um dos destaques negativos na região, em levantamento anual do Caged (Foto: Andreah Martins)

Andreah Martins
Região

A crise econômica mundial continua gerando altos índices de desemprego na região. Entre as cidades de Pinda a Queluz, apenas quatro conseguiram fechar 2016 com saldo positivo. Outros seis municípios tiveram expressivos índices em queda, que preocupam o desenvolvimento econômico para este ano.

As cidades tentam lidar com gastos reduzidos e manobras para reverter situações de calamidade. Este é o caso de Cruzeiro. Segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Pindamonhangaba teve o maior saldo negativo com no ano passado, com -1244. O valor é 50% menor do que o resultado da cidade em 2015.

Logo em seguida, Guaratinguetá teve o resultado de -752, sendo no setor de serviços o maior índice de desativados, 3,2 mil. Lorena teve variação negativa de 1,67%. O índice é resultado da discrepância de 264 colaboradores, entre admitidos e afastados. A construção civil é a área que mais contratou durante o período, cerca de 16%.

Outro setor que influenciou positivamente foi o de administração pública, com a diferença positiva de 24 funcionários. Por outro lado, a indústria de transformação fechou com saldo de -273, isso é equivalente a 6,3% do total.

Uma das cidades que ainda sofre com problemas econômicos teve um saldo negativo bem expressivo no último ano. Cruzeiro encerrou as atividades de 2016 com -678. Em comparação a 2015, o número chega a ser 58% menor. Somente em dezembro, de 12 admitidos na indústria de transformação, 172 foram demitidos. Dos oito setores que compõe os dados do Caged, metade está negativa em dezembro.

As dispensas do fim do ano causaram preocupação nos moradores, que precisam da renda para sustento familiar. Carlos Adriano da Silva, foi dispensado há um ano e meio e trabalhava como operador na maior empregadora da cidade, a Maxion Sistemas Automotivos.

Ele contou que a dificuldade de encontrar emprego está em todo o lugar, mas que o que não se deve é ficar sem um serviço. “Depois que eu saí da Maxion, fiquei mais cinco meses em uma empresa pequena. Com os cortes, vim até o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) para levar meu currículo. A gente não pode ficar parado. Tenho família para cuidar, aluguel e contas para pagar”.

Ele contou ainda sobre as pequenas oportunidades que surgem nas cidades vizinhas, como forma de obter renda. “Acabei de ficar sabendo que Cachoeira Paulista vai iniciar uma obra. Vou aproveitar e levar meu currículo para lá. A gente tem que tentar tudo, ir atrás”.

Na contramão do desemprego, Queluz fechou o ano com saldo positivo de 83. A aposta da cidade foi no setor de serviços, que teve variação positiva de 66 admitidos. O que não auxiliou o índice final da cidade foi o setor de administração pública, que desativou dez pessoas e não contratou ninguém. Isso gerou uma taxa de -500%.

O serviço industrial de utilidade pública também não teve contratação. No ano de 2015, a cidade havia conseguido um índice positivo maior que o de 2016. Com a crise, houve retrocesso.

Outras cidades como Piquete, Aparecida e Cunha também finalizaram 2016 com saldos positivos. O site do Caged não possui dados de Lavrinhas, Silveiras, Roseira e Canas.

 

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