Xeroso assume Piquete após Justiça derrubar liminar que assegurava Teca

Novamente afastada do cargo, prefeita garante que deve recorrer para voltar ao cargo; autor de denúncia nega perseguição

Teca Gouvêa que foi afastada após suspensão de liminar que a mantinha no cargo (Foto: Arquivo Atos)
Teca Gouvêa que foi afastada após suspensão de liminar que a mantinha no cargo (Foto: Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Piquete

A semana foi de turbilhão político em Piquete. A prefeita Ana Maria de Gouvêa, a Teca (PSB), foi retirada do cargo após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que cassou a liminar (decisão provisória) que a mantinha no comando do Executivo desde outubro do ano passado.

Em junho de 2018, Teca passou por um processo de cassação na Câmara da cidade, e depois de quatro meses afastada conseguiu voltar ao cargo com uma decisão liminar. Com a decisão, o vice-prefeito Agnaldo de Almeida, o Xeroso (MDB), assumiu o cargo na última quarta-feira.

O presidente da Câmara, Mario Celso de Santana (PSD), autor da denúncia que cassou o mandato da prefeita, disse que desde que Teca havia voltado para o cargo, aguardava a avaliação do desembargador do TJSP sobre as argumentações do Legislativo. “Eu compreendo que foi justa a decisão, mas agora teremos que aguardar os procedimentos do TJ porque ela com certeza recorrer da decisão”.

Santana rebateu criticas de que a cidade poderia parar com a “dança das cadeiras” no Executivo. Na avaliação do parlamentar, a cidade já está parada com a administração Teca Gouvêa. “Com relação à cidade, o desenvolvimento infelizmente está parado, porque a prefeita praticamente abandonou o município, principalmente a limpeza”, afirmou.

Cassação – Em setembro de 2018, o presidente da Câmara, Mário Celso de Santana (PSD), denunciou que a Prefeitura não estava prestando os devidos cuidados de preservação e manutenção com um centro de educação ambiental, duas escolas municipais, uma academia ao ar livre e um posto de saúde. Na época, Teca afirmou que a denúncia era falsa e fazia parte de uma perseguição política.

Depois de quatro meses afastada do cargo, o Tribunal de Justiça determinou a suspensão da cassação. De acordo com o parecer, não foi identificada nenhuma omissão ou outra forma de irregularidade por parte da prefeita na administração do   patrimônio público.

Outro lado – Por telefone, Teca disse que vai recorrer da decisão, mas não soube dizer sob quais argumentos. “Vamos ter que recorrer e não sei quanto tempo vai demorar para que tenhamos a solução, porque agora depende da Justiça”.

Ela voltou a reforçar que seu afastamento é motivado por perseguição política. “É uma situação de ordem política. Eu tenho minha consciência tranquila que estou fazendo as coisas para melhorar a cidade. Eu nunca vi uma situação”, finalizou.

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