Em trinta dias, Pinda salta em dez mortes causadas pelo novo coronavírus

No mesmo período, cidade passou de 54 para 266 confirmações da doença; Prefeitura intensifica fiscalização do isolamento social com auxílio da PM

Polícia Militar e a GCM de Pinda, durante operação Fique em Casa; cidade intensifica fiscalização durante pandemia (Foto: Reprodução PMP)

Bruna Silva
Pindamonhangaba 

Em um mês, Pindamonhangaba registrou aumento exponencial dos casos positivos para a Covid-19. No dia 5 de junho, eram 53 contaminações confirmadas e cinco mortes. Com 266 confirmações e 15 óbitos causados pela enfermidade (segundo boletim de domingo), a Prefeitura colocou nas ruas a “Operação Fique Em Casa”, com apoio da Polícia Militar, para aumentar o isolamento social no munícipio, após uma série de pedidos para atendimento às regras contra o vírus.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado, nove pessoas estão internadas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em unidades pública e privada de saúde, três delas ainda aguardam a confirmação da doença. A capacidade máxima de hospitalização para cuidados intensivos contra a Covid-19, no município, é de 22 leitos, contando com os da rede privada. Outros 17 pacientes estão na ala de enfermaria recebendo auxílio médico.

Recentemente, a Guarda Civil Metropolitana promoveu ações com apoio da Policia Militar em locais apontados como pontos de aglomeração através do número de denúncia 153. As equipes percorreram bairros como Araretama, Campos Maia e Bem Viver, com objetivo de desestimular a circulação de pessoas. O índice de isolamento no último domingo, em Pinda, conforme o Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente) foi de 52%.

Para o moradora do bairro Araretama, Ana Santos, 23 anos, as medidas de contenção da doença ainda estão brandas, pois ainda vê locais com grande circulação da população sem a proteção das máscaras. Ana destacou ainda que tem mantido o distanciamento social para prevenir-se de contrair o vírus.

Pinda está na fase laranja da flexibilização da quarentena, que permitiu a reabertura gradual de estabelecimentos comerciais. Conforme dados estaduais, a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) tem ocupação de 55% dos leitos de UTI disponíveis.

 

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