Pais, responsáveis e professores aprovam implantação de escola cívico-militar em Guaratinguetá

Escola Municipal Maria Júlia deve receber o modelo; Prefeitura afirma ampla aceitação após votações presenciais e online

Tenente Silva e o vereador Fabrício Dias durante audiência pública, que debateu o tema escola cívico-militar; Guará é contemplada (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

O que começou como uma proposta terminou com ampla aceitação de pais, mães, responsáveis e professores da escola Maria Julia, da rede municipal de ensino de Guaratinguetá. A unidade deve ser transformada em escola cívico-militar, a partir do segundo semestre deste ano. Os debates pela iniciativa com a comunidade do Jardim do Vale tiveram início no último dia 10, com a realização de uma audiência pública.

De acordo com o departamento de Comunicação da Prefeitura, foram realizadas votações com os responsáveis pelos alunos e os educadores de sexta-feira à segunda-feira (14), quando cerca de 95% dos votos foram favoráveis ao novo modelo.

Houve discussão entre educadores e responsáveis sobre questões como a segurança pública. “Acredito que se a gente perceber que foi benéfico para a cidade, dá para implantar em outras escolas. Caso a gente perceba que não é bacana, a gente tem a possibilidade de solicitar o cancelamento do projeto. Isso acaba trazendo uma referência para as outras escolas e a cidade pode usufruir no futuro”, comentou Daniel Lima, pai de um aluno matriculado no primeiro ano da escola Maria Julia, que participou da audiência no último dia 10.

Um dos porta-vozes do projeto, o deputado estadual Tenente Coimbra (PSL), não pode participar da audiência, mas enviou seu assessor, tenente André Luís da Silva Machado, que explicou como funcionará o auxílio dos militares. “O professor ministra a aula, o militar auxilia na parte disciplinar, na criação de um conceito de disciplina consciente, estabelecimento de regras, cumprimento das regras, e só o fato do aluno ter a disciplina consciente, já torna o ambiente escolar melhor”.

Com a aprovação, militares da reserva poderão trabalhar na unidade escolar. Segundo o tenente Silva, o MEC (Ministério da Educação) propõe a atuação de 18 militares para uma escola com mil alunos, mas é a secretaria de Educação de Guaratinguetá que determinará o quantitativo, podendo acatar a sugestão proporcional feita pelo MEC ou não. A Escola Maria Júlia conta com alunos do ensino fundamental 1 e 2 e o programa vale apenas para o fundamental 2.

O vereador Fabrício Dias (MDB) acompanhou a discussão e enfatizou a participação dos pais nos debates. “Caso aconteça da comunidade ver que não está funcionando, a secretaria de Educação de Guaratinguetá tem a liberdade de cancelar a qualquer momento. Mas não é isso que ocorre. Há um investimento significativo nas escolas, na estrutura, tudo aquilo que venha de encontro com a melhoria da qualidade do ensino do aluno”.

A votação foi concluída na última segunda-feira. Segundo o cronograma do projeto, a implantação deve ocorrer no segundo semestre.

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