Investimento de R$ 8,3 milhões garante aparelho contra câncer em Guaratinguetá

Santa Casa aguardava liberação do Ministério da Saúde para receber equipamento de radioterapia desde 2016; aporte faz parte do Plano Nacional de Expansão da Radioterapia

Reunião com o ministro Ricardo Barros, que contou com a participação do deputado Padre Afonso (Foto: Divulgação)
Reunião com o ministro Ricardo Barros, que contou com a participação do deputado Padre Afonso (Foto: Divulgação)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A Santa Casa de Guaratinguetá vai receber um acelerador linear, aparelho usado no tratamento do câncer.

O equipamento chegará ao hospital por meio do Ministério da Saúde e estará disponível aos pacientes que estão se tratando da doença pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O investimento federal é de R$ 8,3 milhões, e o hospital vai passar por reformas para recebê-lo.

Na última semana o ministério da Saúde confirmou a inclusão da Santa Casa de Guaratinguetá no Plano Nacional de Expansão da Radioterapia. Com isso o município vai receber a implantação do aparelho e construir o espaço que será destinado para sua instalação. A previsão do setor é de que o equipamento comece a operar até o fim de 2019.

O equipamento tem capacidade de atender mil pacientes por ano. Atualmente os pacientes da microrregião de Guaratinguetá precisam se deslocar para outros municípios para fazer o tratamento de radioterapia, como Taubaté e até a Grande São Paulo, em Guarulhos.
“Vamos trazer esse conforto a nossa população, de evitar da pessoa ter que viajar, muitas vezes para locais distantes, para fazer o tratamento”, respondeu o prefeito Marcus Soliva (PSB) em entrevista coletiva.

A secretária de Saúde de Guaratinguetá, Maristela Macedo, confirmou que atualmente Guaratinguetá atende 17 municípios do Circuito da Fé e Vale Histórico.

A coletiva de imprensa realizada no gabinete da Prefeitura teve a presença do vereador Marcelo Augusto ‘da Santa Casa’ (PSD), que salientou a importância do trabalho em conjunto do Legislativo e Executivo em prol de uma solução para os pacientes de oncologia de Guaratinguetá. Por meio de nota, o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV) pontuou que é um passo “importante para que a cidade seja consolidada como referência para o Vale Histórico em oncologia”.

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou a necessidade de implantação de um equipamento desse para cada região com quinhentos mil habitantes. Guaratinguetá atende 17 municípios, e em sua microrregião ainda não existe um acelerador linear.

Uma fábrica especializada na confecção desse aparelho foi instalada em Jundiaí. No Estado de São Paulo, as santas Casas de Marília e Itapeva também aguardam pelo equipamento. Guaratinguetá foi inscrita e contemplada, agora cabe ao município aguardar e apresentar toda documentação necessária. “Vamos aguardar até o fim de fevereiro, depois será entregue uma lista de requisitos que a Santa Casa tem que cumprir, uma área de 1.100 m². Após, serão realizadas análises técnicas no hospital e o projeto será feito pelo Ministério da Saúde”, acentuou Romain.

No projeto está prevista a construção do bunker que será revestido por aproximadamente dois metros de concreto, e terá portas especiais, com abertura eletrônica, para impedir possível contaminação por radiação. Até sua conclusão, o processo deve durar ao menos dois anos.

Atualmente a Santa Casa de Guaratinguetá atende quinhentos pacientes de oncologia, entre quimioterapia, acompanhamento e pacientes que fazem uso de medicamento. O hospital pede há pelo menos um ano a ampliação do teto financeiro para atender essa especialidade.

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