Maxion pode suspender PPE

Vista da área de produção da Iochpe Maxion; principal empregadora da cidade tenta reverter crise (Arquivo Atos)
Vista da área de produção da Iochpe Maxion; principal empregadora da cidade tenta reverter crise (Arquivo Atos)

Da redação
Cruzeiro

Os funcionários da maior empregadora de Cruzeiro, Iochpe Maxion, podem ter o PPE (Programa de Proteção ao Emprego) suspenso ainda esse ano. Isso porque o pólo da produção de rodas da Grande São Paulo, a Maxion Wheels, decidiu pela transferência de parte da produção para a cidade. O prazo ainda não tem data definida.
A empresa, situada em Guarulhos, anunciou, na última quarta-feira, a possível transferência, mas ainda não há previsão para contratação de novos colaboradores.
A medida deve reverter a situação da companhia que foi afetada pela crise no último ano, que resultou em mais de 860 demissões só no primeiro semestre. A empresa foi uma das responsáveis pela baixa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) em Cruzeiro, que fechou o ano de 2015 com 1.839 demissões, somente no setor de indústrias.
Com isso, a Maxion foi obrigada a desacelerar a produção nos meses de agosto e setembro, com suspensão temporária. A baixa obrigou a implantação do PPE, que opera desde janeiro deste ano, com jornada de trabalho reduzida em 20% e salário a 10%.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Cruzeiro, Jumar Batista, a estabilidade dos trabalhadores não será afetada, mesmo com a saída do PPE “Quando fechamos o acordo, garantimos que não haveria nenhuma demissão até 30 de abril de 2017 e isso permanecerá, mesmo que tenhamos que voltar ao horário sem a redução”.

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