Cachoeira espera entregar casas do CDHU em fevereiro

Depois de longa espera, mais vinte famílias podem ser beneficiadas em construções iniciadas em 2009

Casas inacabadas do CDHU; local, que é alvo de críticas e denúncias, teve obra retomada e previsão de entrega de vinte unidades em fevereiro (Foto: Jéssica Dias)
Casas inacabadas do CDHU; local teve obra retomada e tem previsão de entrega de vinte unidades em fevereiro (Foto: Jéssica Dias)

Jessica Prata
Cachoeira Paulista

Depois de quase nove anos do início da construção do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) do bairro São José, em Cachoeira Paulista, a Kin Engenharia, atual empresa responsável pela obra, tem previsão de finalizar mais vinte casas até o fim de fevereiro. O processo de construção das casas populares é alvo de polêmicas e fonte de reclamações por parte de quem já mora lá.

Ao todo, o complexo habitacional possui duzentas casas. Cinquenta já foram entregues à população, mas 150 imóveis ainda estão inacabados. Algumas unidade chegaram a ser invadidas e usadas como ponto de tráfico de drogas, causando transtornos aos moradores, como mostrou reportagem publicada pelo Jornal Atos, em julho de 2017, quando os moradores também reclamavam da falta de iluminação.

A ansiedade de quem espera ter sua casa própria é grande e só tende a aumentar com o passar de tantos anos de expectativa. Na esperança de receber sua casa, Antônia dos Santos, 73 anos, contou que aguarda desde o governo do ex-prefeito Fabiano Vieira (PTB).”gHá muito tempo espero minha casa. Moro de aluguel com a minha filha e recebo ajuda do governo pra sobreviver”.

Outra família que aguarda angustiada há 11 anos é a de Lilian Alves. “Moro com meu pai, pois me separei há uns anos atrás e não tive condições de pagar aluguel e sustentar meus filhos”.

Novela – Após contratos rescindidos e períodos de estagnação nas obras, o gerente regional do CDHU, Francisco Assis Vieira, o Tchesco, garantiu a finalização e a entrega de todas as casas, ainda nesse primeiro semestre de 2018. “O Edson está acompanhando de perto e pretende terminar tudo, já entregar para as famílias e evitar invasões”.

Em junho de 2017, a prefeitura de Cachoeira Paulista havia informado que pretendia entregar as casas populares ainda naquele ano, mas uma nova previsão foi estabelecida.

Em junho do ano passado, o Jornal Atos flagrou unidades do residencial em condições irregulares, além de reclamações dos funcionários devido à falta de pagamento.

As casas têm 48m² de área construída e contam com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro.

A construção das moradias populares, que tem um investimento de R$ 9 milhões, chegou a ser usada como moradia improvisada.

 

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