Contrariando previsão, Santa Casa de Aparecida não fecha UTI Covid e tem 100% de leitos ocupados

Hospital tem retomada de cirurgias eletivas; fila para atendimento chegou a 1,5 mil pacientes; procedimentos para até 17 municípios estavam suspensos há um ano

O Pronto Atendimento de Aparecida; cidade segue com ocupação total de leitos de UTI Covid-19 (Foto: Arquivo Atos)

Da Redação
Aparecida

Diferente da previsão feita pela Santa Casa de Aparecida, a ala da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19 do hospital não será fechada no fim deste mês. A administração da unidade previa o fechamento do espaço destinado a casos específicos de pacientes que se tratam do coronavírus, devido a diminuição da demanda. Mas em dez dias, a UTI voltou a registrar 100% de ocupação, percentual que dura até hoje. Outra medida aguardada é a retomada do atendimento em cirurgias eletivas, procedimentos médicos que não são emergenciais.

A previsão sobre a estrutura contra a Covid-19 foi feita no início do mês. Na época, o administrador, Frei Bartolomeu Schultz, confirmou que a unidade poderia ser fechada, devido à baixa demanda de internações de casos graves. Porém, o que foi registrado nas últimas semanas, é o contrário da realidade do começo de agosto. “Existia sim uma previsão dos fechamentos de leitos da UTI Covid, porém, como tivemos um aumento de casos de pacientes necessitando de suporte em UTI, não vamos caminhar com o fechamento dela em 31 de agosto. Possivelmente, ficaremos com ela até 30 de setembro, mediante à percepção dos casos de novo coronavírus, vamos tomando as decisões com a DRS (Diretoria Regional de Saúde) de Taubaté”, afirmou.

Segundo o administrador, no começo do mês o percentual de ocupação era de 50%. Hoje, o hospital trabalha com lotação máxima da UTI para Covid, com dez pacientes internados. “Essa ocupação se mantém constante, porque a permanência de um paciente na UTI Covid é maior, de 10, 15, 20 dias, dependendo do grau que a doença afetou a pessoa”.

Ainda de acordo com o hospital, as internações de pacientes de casos graves vão na contramão do número de pessoas que deram entrada na parte clínica, para casos leves. Hoje, são trinta leitos da ala clínica e oito pacientes internados.

Cirurgias eletivas – O hospital havia suspendido os atendimentos há um ano, quando o município voltou a ter um pico de casos e internações de pessoas com a Covid-19. Na época, a medida foi tomada para que a administração hospitalar voltasse a atenção aos casos graves da pandemia.

O tempo de espera de aproximadamente 14 meses fez com que o número de pacientes aguardando pelas cirurgias saltasse de quinhentos, antes da suspensão, para o triplo atualmente. O hospital é referência para as 17 cidades da região e a demanda de procedimentos cirúrgicos é crescente a cada semana. “A Santa Casa está com quinhentos pacientes prontos, aguardando somente para a sala cirúrgica, para cirurgias geral, ginecológica, de ortopedia, vascular e também de otorrino, e a gente acredita que deva ter pelo menos 1,5 mil pessoas aguardando cirurgias pelo tempo que ficamos sem atender”, contou o administrador do hospital, frei Bartolomeu Schultz.

Segundo Schultz, os primeiros quinhentos pacientes a serem atendidos, já aguardavam pelos procedimentos e estavam com exames em dia. Eles estão sendo chamados para os procedimentos na Santa Casa, que tiveram início na última semana. Até o fim deste mês, serão realizadas pelo menos sessenta cirurgias. A expectativa é de que sejam feitas oitenta intervenções por mês. “Possivelmente vamos chegar a isso em setembro”, explicou o administrador do hospital.

As cirurgias são pactuadas junto ao Estado de São Paulo, por meio do sistema Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde) e os repasses estão em dia.

O hospital monitora a situação de momento da pandemia para dar continuidade aos procedimentos. Em caso de novos picos da Covid-19, as intervenções devem ser novamente suspensas.

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