Região supera média de mortalidade infantil em 2016

Ranking evidencia Lavrinhas com índice de 30,9 e Potim com 18,5; duas cidades fecharam o ano com taxas nulas

Crianças nas ruas são uma das principais realidades combatidas diariamente no país; região preocupa (Foto: Divulgação PRF)
Crianças nas ruas são uma das principais realidades combatidas diariamente no país; região preocupa (Foto: Divulgação PRF)

Andreah Martins
Região

A mortalidade infantil voltar a ser um sério problema para a região. Pelo menos 17 cidades superaram a média do Estado e do Vale do Paraíba. O estudo, divulgado na última semana, é referente ao ano de 2016. Para as prefeituras, o elevado pode ser causado pela base dos cálculos que não são compatíveis na relação entre os números estaduais e municipais.

De acordo com o levantamento realizado pela Fundação Seade, a média do Vale é de 10,2 e a do Estado, 10,9. Os dados são obtidos por meio dos óbitos de até um ano de idade em relação ao total de nascidos. O pior índice na região foi de Lavrinhas, que fechou o ano com 30,9. O índice equivale a mais de 300% acima da média.

A Prefeitura mostrou preocupação com o excedente e ressaltou a diferença da contagem municipal comparado a estadual. “O Município entende que o indicador é alto e que desperta atenção, no entanto, por conta da fórmula de cálculo da taxa, um óbito infantil que ocorra em municípios de pouca população residente e baixo índice de natalidade, provoca um indicador de mortalidade infantil alta”, destacou o governo de Sergio Ruggeri, em nota encaminhada à redação.

A administração garante que tem feito o monitoramento e auxílio ao setor de maternidade, com pelo menos seis consultas pré-natais e exames afins. Ressaltou ainda que casos emergenciais ou de alto-risco são encaminhados para Taubaté.

Com relação aos números da estatística, dos três óbitos apontados, uma das mães não fez o pré-natal no município. Os outros dois foram decorrentes a partos prematuros. Em 2016 a cidade teve 97 nascidos vivos.

Outras cidades com índices elevados foram Potim, com 18,5. Pindamonhangaba teve um total de 25 óbitos, equivalente a 11,8 no resultado final, Cachoeira Paulista fechou o ano com 12,2 e Aparecida com 11,7.

O índice de Guaratinguetá também ficou superior à média estadual. Com 18 mortes, o índice chegou a 13.

Em abril, um acordo firmado entre o DRS (Departamento Regional de Saúde) e a Santa Casa de Misericórdia de Lorena transformou o hospital em referência no atendimento aos serviços de maternidade de outras quatro cidades da região: Cachoeira Paulista, Aparecida, Roseira e Potim. Até então, a Santa Casa de Aparecida era a encarregada de atender as gestantes e recém-nascidos de duas cidades vizinhas.

Abaixo da média – Segundo o balanço, sete cidades tiveram índices inferiores à média do Vale. Cunha fechou com 8,9, Lorena com 8,5, Queluz, 7,2 e Cruzeiro com uma das menores taxas, em 5,2. Os dados ainda apontaram duas cidades com índices nulos, Canas e Roseira.
Procuradas pelo Jornal Atos, as prefeituras de Aparecida, Cachoeira Paulista, Pindamonhangaba e Potim não se pronunciaram sobre os índices até o fechamento desta matéria.

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