Sem empresas interessadas, Prefeitura decide cancelar licitação da Zona Azul de Guaratinguetá

Executivo precisa elaborar outro processo licitatório para retomada do serviço, depois de não atrair concorrentes

Veículos estacionados em frente ao hospital Frei Galvão, área que tem atenção especial para Zona Azul (Foto: Arquivo Atos)
Veículos estacionados em frente ao hospital Frei Galvão, área que tem atenção especial para Zona Azul (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A Zona Azul de Guaratinguetá permanecerá fora de operação. O processo licitatório para definição da nova prestadora de serviço estava suspenso desde fevereiro. Quatro meses após a suspensão, as propostas das concorrentes seriam conhecidas e a vencedora seria definida, mas nenhuma das empresas compareceu à última etapa do certame, o que levou ao cancelamento.

O imbróglio que envolve o estacionamento rotativo de Guaratinguetá pode chegar a um ano em setembro. Nesse mês do ano passado, a Prefeitura colocou ponto final no contrato com a AC Park, empresa que administrava a Zona Azul no município. Desde então a cobrança pelo estacionamento rotativo não é feita, e as principais ruas e avenidas permanecem lotadas de veículos estacionados.

A falta de rotatividade das vagas atrapalha até mesmo o comércio da região central. A ausência da Zona Azul foi reclamada pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá, Ricardo Teberga. “A gente pede que isso seja resolvido o quanto antes, pois os consumidores podem deixar de frequentar o centro comercial para fazer compras em outros locais, como o shopping, ou até outras cidades”, destacou no fim de 2018.
Sem cobrança pela Zona Azul e sem rotatividade, os motoristas também sofrem. A licitação, suspensa em fevereiro desse ano, foi reaberta em junho e acabou cancelada sem nenhuma empresa interessada. Em entrevista ao Jornal Atos, o secretário de Mobilidade Urbana e Segurança, Marco Antônio ‘Major’ Oliveira explicou como fica o planejamento para o estacionamento rotativo agora. “Aguardamos a presença de interessados, no entanto, não apareceu ninguém. Com isso, de imediato, o próprio prefeito Marcus Soliva (PSB) já nos solicitou uma revisão na proposta apresentada. O trâmite segue agora na secretaria de Administração, e depois será encaminhado para a Mobilidade para uma revisão, em conjunto, envolvendo toda a Prefeitura, para que tenhamos o mais rápido possível a abertura de um novo processo licitatório”, afirmou.

Como o edital foi cancelado, não há um prazo legal para que o Executivo elabore uma nova licitação. O secretário garantiu que nas próximas semanas um novo edital será publicado. Questionado se os valores referentes à outorga pelo serviço e o percentual de repasse ao município poderiam ser os motivos pelo falta de comparecimento de empresas no certame, Oliveira foi enfático. “Todo o processo foi completamente diferenciado do anterior. Foi tudo remodelado, verificado e, com isso, com certeza as empresas observaram uma redução de um ganho menor em comparação com outros contratos, não demonstraram esse interesse”.

A nova licitação será elaborada pelo departamento de Licitação e pela secretaria de Administração, em conjunto com a secretaria de Mobilidade Urbana.

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