Novos administradores do Edu Chaves, visitam Guará para encontro com Soliva

Representantes da VOA-SP planejam ações para aeroporto arrematado em leilão na B3, com outros dez, por R$ 14,7 milhões

Encontro do prefeito Soliva e vice Regis Yasumura com investidores de aeroporto Edu Chaves (Foto: Fabiana Cugolo)

Fabiana Cugolo
Guaratinguetá

A quinta-feira (15) foi marcada em Guaratinguetá pela visita dos representantes da concessionária VOA-SP, novos gestores do Aeroporto Edu Chaves. O encontro, realizado na sede da Prefeitura, contou com a comitiva da empresa composta pelo presidente do grupo, coronel Marcel Moure, e um dos sócios, Paulo Pinotti. Já pela gestão da cidade, além do prefeito Marcus Soliva (PSC), estavam presentes o vice-prefeito Régis Yasumura (PL), secretários das pastas de Governo, Turismo, Comércio e Indústria. Representando o Legislativo, compareceram à reunião o presidente da Câmara, Arilson Santos (PSC), e o vereador Márcio Almeida (PSC).

Durante coletiva de imprensa, Moure detalhou os próximos passos na concessão do aeroporto, que incluem a liberação do Estado, assinatura do contrato que deve levar em média de 90 a 120 dias, e o início das obras no local. “Uma vez assinado esse contrato, se inicia uma fase chamada de transição operacional, e é nessa fase que vamos construir ‘a quatro mãos’ com o apoio do prefeito e dos seguimentos da sociedade, o que seria mais adequado e onde seria esse terminal, para que ele separe a entrada do aeroporto civil da Escola de Especialistas de Aeronáutica, de maneira a se tornar independente”, explicou o investidor. “Acreditamos que no máximo a meados de 2022, se tudo correr bem, estaremos com esse processo bastante acelerado”.

O presidente do grupo destacou ainda a influência do empreendimento para a economia de Guaratinguetá e região. “Apoio o programa ‘São Paulo pra Todos’ (programa de incentivo ao turismo no Estado), e conversando com o secretário de Turismo do Estado, Vinicius Lummertz. Temos a certeza plena que vamos recuperar dessa pandemia por meio da regionalização e dos aeroportos de integração”, destacou. “Aqui em Guaratinguetá, se tratando do ‘Vale da Fé’, tenho certeza que não se trata apenas de um apoio para o munícipio, mas sim para todo esse entorno, que vem recuperar e atingir anseios de muito tempo atrás”, completou.

A empresa tem o período de até seis meses para realizar a transição operacional. Os investimentos no local são divididos em duas categorias: os obrigatórios e previstos. A projeção da VOA-SP para ambos os valores é de que girem em torno de R$ 12 milhões.

De acordo com a concessionária, o aeroporto que atenderá voos regionais, terá obras na estrutura para melhoria de qualidades operacionais, como terminal de passageiros, e aproximação para o pouso das aeronaves, que é pedido pelas próprias empresas aéreas. E que apesar do local ter atendido por anos apenas a demanda militar, o aeroporto terá capacidade para receber aeronaves de até vinte toneladas.

Obras de melhorias na mobilidade urbana em torno do local também estão nos planos da Prefeitura e da VOA-SP. Atualmente, a empresa gerencia outros cinco aeroportos nas cidades de Jundiaí, Campinas (Aeroporto Campo dos Amarais), Ubatuba, Itanhaém, e Bragança Paulista.

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