Líder no Brasil investe R$ 100 milhões para construir granja modelo cage-free em Lorena

Mantiqueira aposta em novo modelo com galinhas livres e produção de ovos com foco no bem estar animal para ampliar distribuição; espaço deve contar com até setecentas mil aves poedeiras

Galinhas livres em viveiro da Mantiqueira; empresa projeta sistema modernizado e sustentável para Lorena (Foto: Reprodução)

Da Redação
Lorena

Em meio às polêmicas e expectativas da economia para o próximo ano devido aos impactos da pandemia de Covid-19, notícias de crescimento e novos negócios são comemoradas na região. Em Lorena, informações sobre a instalação de uma das maiores marcas do setor granjeiro, com investimento milionário, deu ao final do ano uma perspectiva de maior geração de receita, rebatendo as dificuldades impostas pela crise.

A notícia aqueceu o cenário no final de outubro, quando o empresário Leandro Pinto, fundador e presidente da Mantiqueira, maior granja do país (produz anualmente 2,5 bilhões de ovos), divulgou o plano para investir R$ 100 milhões na construção de um novo modelo de produção de ovos “premium”, o cage-free, com unidade em Lorena, que terá até setecentas mil aves poedeiras já em 2021.

Com planejamento de entrega da planta para o próximo ano, a granja lorenense, já em construção (em área próxima à Cervejaria do Gordo), tem investimento obtido a partir de uma linha de financiamento dedicada a projetos sustentáveis, em que o próprio CEO destacou como ・gum modelo que seja menos cruel com as galinhas e permita que elas se movam livremente, sem o confinamento em gaiolas, como ainda é o padrão・h.

A unidade terá ainda o uso planejado de instrumentos tecnológicos como sensores de temperaturas corporais e níveis de hidratação, além de ração especial enriquecida, para garantir o bem estar do animal.

Leandro Pinto deu exemplo de marcas como o McDonald’s, gigante rede de lanchonetes fast-food, que está em pleno processo para a alteração do sistema para o novo modelo de criação das aves, livres das gaiolas. A gigante norte-americana planeja finalizar a troca até 2025, o mesmo ano em que o Grupo Mantiqueira projeta se tornar dono de um terço da produção sob o novo modelo na América Latina.

Outra novidade positiva com a ganja de Lorena é o uso de energia renovável, com sistema de energia solar e produção de biogás, da decomposição do esterco das galinhas. A prática aposta na qualificação do processo com foco no meio ambiente, com a promessa de sistema pioneiro para o tratamento de água e esgoto, uso de caminhões elétricos para transporte de materiais e produtos, além da tecnologia de ponto no processo, com direito à transmissão online ao vivo do dia a dia do galinheiro e espaço de visitação para que a comunidade local possa conhecer de perto a produção e a rotina das galinhas, alimentadas com ração enriquecida com ômega 3, selênio (mineral com um alto poder antioxidante e preventivo à doenças como o câncer, além de fortalecer o sistema imunológico), entre outros nutrientes.

Com a nova unidade (e outra em Campanha-MG), a empresa deve atender, sob a tutela do novo sistema, inicialmente, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Lorena – Se a crise continua a tirar o sono de empresários e trabalhadores da região, o último levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), realizado pelo Ministério da Economia, apontou para recuperação na geração do emprego.

A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) registrou saldo positivo em outubro, com o melhor resultado para um único mês de toda a série histórica do sistema. Ao todo foram gerados 5.027 empregos nas 39 cidades que compõem a região.

Entre os municípios impactados pela crise do novo coronavírus no mercado, Lorena tem o melhor saldo, e figura como a cidade que menos demitiu (saldo de -41), seguida de Jacareí (-353) e Pindamonhangaba (-738).

 

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