Após Estado determinar obrigatoriedade das aulas presenciais, cidades se adequam para o retorno

Lorena, Pinda, Ubatuba e Caraguá já definiram retorno; outras prefeituras mantêm discussões sobre o formato das atividades

Entrada da escola municipal na cidade de Lorena; Estado decide por retomada de aulas presenciais (Foto: Gabriel Mota)

Gabriel Mota
RMVale

Depois da decisão do Estado sobre o retorno presencial obrigatório aos alunos das redes municipais, estaduais e particulares, que entrou em vigor no último dia 18, outra alteração definida para o próximo dia 3 é a suspensão do distanciamento de um metro entre as carteiras, exigido atualmente. O novo contexto virou desafio para os municípios da região, que se alternam entre seguir a determinação do governo de João Doria (PSDB) e definir seu próprio sistema para acolhimento dos estudantes.

As determinações devem ser seguidas por todos os municípios paulistas que não possuem um conselho de educação próprio. Os demais têm autônima para definir os protocolos desde que haja uma justificativa plausível apresentada à secretaria da Educação do Estado.

Os alunos que podem permanecer no formato de ensino remoto são os que pertencem aos grupos como: idade igual ou superior a 12 anos que pertencem a um grupo de risco e não completaram o esquema vacinal; de idade inferior a 12 anos que pertencem a um grupo de risco; de gestantes e puérperas e de jovens com condição de saúde com maior fragilidade à Covid-19, mesmo com ciclo vacinal completo (comprovado por prescrição médica).

Na região, cidades como Cruzeiro, Guaratinguetá e Cachoeira Paulista seguem com discussões para estruturar os atendimentos nas unidades escolares, que devem ser definidos e anunciados na próxima semana.

Outro município que debateu a medida é Lorena, onde a secretaria de Educação, após reunião com o Conselho Municipal, definiu o retorno de 100% dos alunos de pré-escola e ensino fundamental da rede municipal, a partir de 3 de novembro.
“Nós já encaminhamos a ata da reunião ao prefeito, com o pedido da elaboração do decreto, que já deve ser divulgado nos próximos dias, com a definição do retorno dos alunos”, afirmou a secretária de Educação de Lorena, Rosana Carvalho.

Foco de questionamentos de moradores, as creches seguem com os atendimentos apenas remotos por conta de situações jurídicas. “Nós temos alguns entraves com relação a algumas situações, por isso o conselho deliberou que a melhor opção seria o retorno em 2022”, completou a secretária.

Atualmente, em Lorena, as escolas recebem 50% da capacidade de alunos, com revezamento de dois grupos, um em cada semana, sendo atendidos de segunda a quinta-feira. Na sexta-feira, o professor tem como foco os alunos que estão no ensino remoto naquele momento.

Em Pindamonhangaba, as aulas presenciais com todos os alunos foram retomadas na última segunda-feira (18), ainda respeitando o distanciamento de um metro entre as carteiras.

Entre as cidades do Litoral Norte, Caraguatatuba e Ubatuba retornarão com as aulas presenciais, com 100% da capacidade de alunos, também no dia 3 de novembro.

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