Polícia investiga maus tratos a pacientes em clínica de reabilitação de Roseira

Ação conjunta com Ministério Público apura lesões corporais relatada por ex-internos e parentes; três acusados são investigados

O delegado Dr. Sérgio Adler, responsável pelas investigações sobre o caso (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Roseira 

A Polícia Civil investiga denúncias de maus tratos e possíveis agressões sofridas por pacientes de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos, localizada em Roseira. O nome da instituição não foi divulgado. Os agentes receberam denúncia de um ex-interno, que teria relatado situações de maus tratos e apresentou lesões corporais.

A denúncia foi registrada na última sexta-feira (22). O Ministério Público foi informado sobre irregularidades nesta mesma clínica e, também na sexta-feira, deflagrou uma visita à unidade em conjunto com a Vigilância Sanitária. Na ocasião, foram feitas entrevistas com os pacientes que confirmaram maus tratos.

Segundo a Polícia Civil, algumas das pessoas em recuperação informaram terem sido agredidas e outras pessoas disseram ter presenciado as agressões. Todos que foram ouvidos e quiseram, foram encaminhados à Delegacia de Roseira. De acordo com a Polícia, até o momento são quatro possíveis vítimas e 15 testemunhas, todos em tratamento de recuperação contra a dependência química. O delegado de Roseira, Dr. Sérgio Adler, destacou que o trabalho de investigação tem três suspeitos, sendo dois sócios e um funcionário.

As possíveis vítimas passaram por exames médicos. O caso está sob sigilo e todos os citados, entre vítimas, testemunhas e investigados, serão ouvidos. “Vamos fazer as oitivas dos investigados e apurar a conduta e eventuais responsabilidades penais”, destacou o delegado, em áudio divulgado ao Jornal Atos.

Após abertura de investigação, os pacientes que relataram terem sido agredidos voltaram para suas casas. Eles têm entre 21 e 39 anos. “Uma (vítima) de 21, outra 27, de 31 e de 39 anos. Elas saíram da clínica. As que não tiveram familiares para busca-las naquele momento, a Prefeitura disponibilizou local para abrigo provisório”, destacou o delegado.

A Vigilância Sanitária de Roseira foi procurada por telefone para responder se a clínica de reabilitação foi fechada ou se permanece aberta, mas o setor não informou até o fechamento desta matéria.

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