Sindicato e funcionários mantêm cobrança sobre Latasa após acidentes e más condições de trabalho

Trabalhadores paralisaram linha de produção na última segunda-feira; categoria aponta excesso de ocorrências e sobrecarga na jornada de trabalho

Protesto no inicio da semana para reivindicar melhores condições de trabalho; atrito segue sem solução (Foto: Sindmetp)

Bruna Silva
Pindamonhangaba

Após registrar acidentes graves, os metalúrgicos da fábrica Latasa fizeram uma paralisação, na última segunda-feira (26). Os trabalhadores reclamam também da falta de articulações para o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A empresa, que fica no bairro Feital, tem um quadro de mais de trezentos funcionários.

De acordo com o Sindmetp (Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Moreira César e Roseira), no último dia 23, um trabalhador do setor de produção teve a mão presa em uma máquina e teve quatro dedos esmagados. Ainda na sexta-feira, outro funcionário, na oficina de empilhadeiras, caiu sobre um objeto cortante e lesionou o tendão da mão. A classe apontou também que outros acidentes tem ocorrido no local de trabalhado, e que somente em trinta dias aconteceram duas quedas do gancho da ponte rolante em espaço próximo aos metalúrgicos.

O presidente do Sindicato, André Oliveira, afirmou que tem criticado a ausência de efetivo na Latasa, o que tem sobrecarregado os trabalhadores. Outro fator apontado é a falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Há relatos de trabalhadores que estão utilizando a mesma máscara por até quatro vezes mais tempo do que o indicado.

Além das questões de segurança do trabalho, há também a reclamação sobre a falta de negociação da PLR. Há cerca de dois meses, a Latasa deveria ter iniciado as discussões, mas conforme a categoria, há recusa para abertura da negociação. “Ano passado foi preciso entrar em greve pra ter PLR. É um absurdo essa falta de transparência, tanto nos números de produção quanto nas questões de segurança. É um completo descaso com a vida do trabalhador. Hoje foi uma hora de paralisação, mas se nada mudar, os protestos vão aumentar”, ressaltou o presidente.

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