Pinda avança em processo de implantação de Guarda Civil armada

Prefeitura deve investir R$ 200 mil na compra de pistolas e treinamentos de agentes; Munícipio busca doações de armamentos

A Guarda Civil Municipal de Pinda
A Guarda Civil de Pinda durante treinamento; corporação passa a reforçar combate a criminalidade do município (Foto: Divulgação PMP)

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

Considerado uma alternativa para reforçar o combate à criminalidade em Pindamonhangaba, o início da atuação armada da Guarda Municipal é previsto pela Prefeitura para o fim do primeiro semestre de 2020. O Executivo revelou na última semana que avançou nos processos de aquisição das armas de fogo e no de treinamentos dos agentes.

Com um efetivo de 117 servidores, a Guarda Municipal recebeu no fim de dezembro do ano passado o aval unânime da Câmara para alterar o seu modo de atuação.

Proposta pelo prefeito Isael Domingues (PL), a nova lei municipal determina que a corporação deixe de operar somente na segurança patrimonial de prédios e outros bens públicos, passando para um trabalho ostensivo pela cidade. Já que poderão portar armas de fogo, 45 agentes, selecionados pelo comando da secretaria de Segurança, terão condições de apoiarem a Policia Militar em patrulhamentos e outras ações de combate à criminalidade.

Durante entrevista ao ‘Atos no Rádio’ no último dia 25, Isael revelou que os servidores escolhidos iniciaram recentemente os treinamentos de manuseio da arma de fogo e prática de tiro. O chefe do Executivo explicou ainda que solicitou ao Estado parte dos armamentos. “Além das que estamos pleiteando recebermos de doação estadual, compraremos também diversas outras armas. Isto é algo interessante, já que apesar de Pinda não ter índices criminais ruins, estamos promovendo diversos avanços no setor de segurança, como a estruturação da Guarda Civil e a contratação de 26 policiais militares que atuam na Atividade Delegada”.

De acordo com o secretário de Segurança, João Sodário, o Município pretende investir cerca de R$ 150 mil na aquisição de trinta pistolas calibre 380. Já os treinamentos dos servidores, que é realizado em uma empresa especializada em Lorena, tem um custo de aproximadamente R$ 50 mil. “Estamos quase concluindo a etapa de pesquisa de preços dos armamentos. Logo na sequência, abriremos o processo licitatório para oficializarmos a compra. Além do Estado, também solicitamos doações de armas que eram utilizadas pelas guardas da capital, Campinas e Foz do Iguaçu no Paraná. Devido aos tramites burocráticos, nossa expectativa é que até o meio do ano que vem nossos agentes comecem a atuar armados na segurança da população”.

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