Mesmo após anúncio do adiamento, professores de Pinda protestam contra a retomada das aulas presenciais

Profissionais pedem vacinação de todos os contratados da rede municipal de educação e adequação das unidades para retorno seguro às salas de aula

Manifestação de profissionais da Educação na Câmara de Pinda; grupo é contra a volta às aulas sem vacina (Foto: Bruna Silva)

Bruna Silva
Pindamonhangaba

Cerca de cinquenta profissionais da Educação e apoiadores participaram, nesta segunda-feira (7), de uma manifestação contra a retomada das aulas presenciais na rede municipal em meio à pandemia e o processo de vacinação.

Apesar do anúncio da Prefeitura, suspendendo o retorno previsto para este mês, os educadores reclamavam da falta de uma publicação oficial, com o planejamento e o cronograma das ações.

A carreata foi organizada desde o início do mês, em oposição à medida da secretaria de Educação, que esperava retornar, conforme as normas do Plano São Paulo, as aulas presenciais na rede. Mas as tratativas foram questionadas pelos manifestantes. “Esse movimento é para que, se eles (secretaria de Educação) mantiverem o calendário, né, que pelo menos garanta a vacina a todos os profissionais, para não levar o risco para os funcionários, para os alunos e para as famílias”, ressaltou a organizadora e funcionária da Educação, Érika Cândido.

Entre os apontamentos, os manifestantes destacaram ainda a falta de estrutura necessária, como totens de álcool em gel nas salas de aula, para a retomada segura.

Protestos tiveram início durante a tarde com carreata pela cidade (Foto: Bruna Silva)

A manifestação saiu da Câmara de Vereadores, passou pelas principais ruas do Centro de Pindamonhangaba e terminou em frente à Prefeitura, local em que cerca de 15 profissionais foram recebidos para diálogo com a secretaria de Saúde, Valéria dos Santos, o secretário adjunto de Comunicação, Fabiano Vanone e pelo chefe de Gabinete, Rodrigo Lóssio.

Na noite do último domingo (6), o Município comunicou, por meio de uma nota, o adiamento do retorno às salas de aula, que estava previsto para os próximos dias 21 e 22. Segundo a gestão, houve uma pesquisa, com os pais de alunos do ensino fundamental 1, que apontou que 70% era favorável à retomada.

A projeção é que novos programas sejam preparados para ofertar soluções que auxiliem a comunidade escolar diante das perspectivas sanitária e educacional.

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