Comerciantes de Pinda suspeitam ter caído em golpe

Homem teria convencido empresários com projeto de ação social para promoção da arte de rua; dinheiro arrecadado não chegou ao destino

Display para tintas no comercio de Pinda; golpe prejudica comerciantes que acreditam estar ajudando uma ação social da Prefeitura (Foto: Bruna Silva)

Bruna Silva
Pindamonhangaba

Comerciantes de Pindamonhangaba suspeitam ter caído em um novo golpe. Segundo relatos, no último mês, um homem apareceu na loja de tintas buscando parcerias para uma ação de grafite no Centro da cidade. O dinheiro arrecadado não chegou à loja e as vítimas já não conseguem retomar o contato.

De acordo com a proprietária da loja de tintas, Fernanda Castanheira, o homem foi ao estabelecimento há cerca de um mês buscando parcerias para a ação de grafitagem. Ele teria procurado também o proprietário de um hotel no Centro para que o local recebesse a arte. A ação consistia em buscar apoio financeiro de pequenos comércios para comprar às tintas para as atividades que deveriam ser iniciadas na última segunda-feira (9), com carro de som e divulgação com faixa na praça 7 de Setembro.

Castanheira começou a suspeitar de golpe, quando outros lojistas passaram a questionar o início das atividades e se o dinheiro havia chegado até a loja de tintas. “A minha preocupação é se mais pessoas ainda estão acreditando nessa história e estão ajudando”, afirmou.

Há uma semana, o homem que se apresentou como professor do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) não responde nenhum dos envolvidos. Procurada pela reportagem do Jornal Atos, a Prefeitura de Pindamonhangaba reforçou que não possui professores nas unidades do Cras e que também não há nenhum projeto ligado a tintura ou pintura. “As parcerias realizadas pelo Cras, assistência ou qualquer órgão da administração direta ou indireta são realizadas de modo formal, com documentação, edital, assinatura de contrato/convênio e não abordagem direta às pessoas ou empresas”, reforçou.

O “Qbradas Colors”, grupo de grafiteiros de Pindamonhangaba, também desconhecem a ação e destacou que nenhuma ação é feita a partir de arrecadação direta de dinheiro, elas são vinculadas à secretaria municipal de Cultura, por meio de editais.

De acordo com os comerciantes, a Polícia Civil está ciente do possível caso de estelionato e segue acompanhando os desdobramentos.

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