Professores protestam contra Plano de Carreira do Magistério de Guará

Audiência pública termina com formação de comissão para negociar elaboração do documento junto à Prefeitura

Audiência pública, realizada na Câmara de Guará, que contou com a participação de professores; Plano de Carreira gera polêmica (Foto: Divulgação CMG)

Andréa Moroni
Guaratinguetá

Professores da rede municipal de Educação de Guaratinguetá lotaram o plenário da Câmara, na última sexta-feira (12), para a audiência pública, que discutiu o Plano de Carreira para o Magistério proposto pela Prefeitura. A sessão foi presidida pelo vereador Márcio Almeida (PSC).

A audiência foi convocada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que vai avaliar o projeto. Segundo o professor José de Paula Santos, que estava presente na audiência, “a atual proposta já havia sido apresentada em 2020, e retirada da Câmara, por conta da alta rejeição por parte dos professores”. Os professores lotaram o auditório, com cartazes de protestos e muitos foram à tribuna se manifestar contrariamente ao projeto.

Segundo o professor José de Paula, a maior parte do projeto é prejudicial aos professores. “Ele diminuiu muito percentual de evolução por tempo de serviço, do adicional de 40% para o último nível salarial do plano atual vigente, para 24% do último nível salarial do projeto do prefeito. O projeto ainda prevê retirada de direitos dos professores temporários, causando uma divisão na categoria. Existem ainda pontos como a perda do cartão avaliação em caso de um acúmulo de faltas médicas, veja bem, retirar o vale alimentação para o profissional doente”.

A Prefeitura de Guaratinguetá foi representada por Flávia Bernache, da empresa Diretrix, contratada para elaborar o projeto e pela assessora da secretaria de Educação, Bruna Viana.

Além de Márcio Almeida (PSC), estiveram na audiência os vereadores Arilson Santos (PSC), Marcelo da Santa Casa (PSD), Nei Carteiro (MDB), Rosa Filippo (PSD), Fabrício da Aeronáutica (MDB), Dani Dia (PSC), Alexandra Andrade (PL), que se manifestaram contrários à atual redação do projeto. Foi criada uma comissão formada por professores para dialogar com a Prefeitura, mediada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

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