Prefeitura ganha reforço na iluminação pública com 500 lâmpadas de LED em Guará

Com foco na economia, cidade trabalha para qualificar condições de principais vias; engenheiro crítica uso

Instalação de quinhentas novas lâmpadas de LED em Guaratinguetá; cidade aposta em novo sistema (Foto: Divulgação PMG)

Bruna Silva
Guaratinguetá

Guaratinguetá passou a receber, no último dia 27, o reforço na iluminação pública com a instalação de lâmpadas de LED nas áreas centrais da cidade. A ação, que é uma parceria entre a Prefeitura e a EDP Bandeirante, promete deixar a cidade mais iluminada e segura.

De acordo com a administração municipal, a troca das lâmpadas de sódio pelas de LED começou ainda no fim do último ano na avenida Padroeira do Brasil. Segundo a administração municipal, a ação conjunta com a empresa de energia não terá nenhum custo para o município, com economia para os cofres públicos estimada em 50% em cada ponto devido ao baixo custo de manutenção do equipamento e ao seu tempo de vida útil.

Inicialmente, serão colocadas lâmpadas em 530 pontos em vias do município com instalação nas avenidas Ariberto Pereira da Cunha, Padroeira do Brasil e Presidente Vargas. A Prefeitura afirmou que a ação será realizada “em algumas localidades de diversos bairros, conforme necessidade”. Entre os bairros que receberão as melhorias na iluminação estão o Bela Vista, Village Santana (com interligação com o São Dimas), Estrada Velha Guaratinguetá-Lorena, Campo do Galvão e praça Conselheiro Rodrigues Alves.

Apesar dos apontamentos de economicidade, há quem discorde. O engenheiro eletricista Jader Nascimento, morador do bairro Vila Paraíba, garante que os resultados podem não ser tão satisfatórios. “Um mito muito difundido é que as lâmpadas LED são extremamente mais eficientes do que todas as tecnologias populares hoje. A eficiência é medida pela quantidade de lúmens (medida de fluxo luminoso) por watt (potência elétrica consumida), no entanto, as LEDs mais eficientes hoje estão no patamar de 1.40lm/w, enquanto as de vapor de sódio chegam a 1.20lm/W, diferença muito pequena e que não justifica o consumo de 50% de energia, a não ser que se reduza a claridade, aí gasta menos energia, mas fica mais escuro”, argumentou.

Ele ressaltou também que a manutenção da luminária LED, se comparada à de vapor de sódio, não é tão eficiente, como afirmou a Prefeitura, pois em casos de reparo seria preciso trocar todo o conjunto de LED, enquanto a de vapor de sódio troca-se apenas a lâmpada, ou dependendo do caso, o reator. “Quanto à vida útil, a das lâmpadas de vapor de sódio conseguem se equiparar às de LED’s. A única vantagem que eu vejo é o nível de reprodução de cor, a vapor de sódio produz luz amarela quente, que quase não detalha as cores do ambiente, enquanto a LED produz luz branca, que reproduz melhor as cores”, enfatizou.

O engenheiro afirmou que teve a impressão de que a avenida Ariberto Pereira da Cunha, à altura da Faculdade de Engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), ficou mais escura com a nova iluminação.

Embora contrário ao uso da iluminação com lâmpadas de LED em vias públicas, Jader comentou que em segmentos residenciais, industriais e comerciais não existe nenhuma tecnologia que se aproxime da eficiência do LED, uma vez que é preciso claridade suficiente para detalhar bem as cores. “No caso da iluminação pública não tem necessidade, as lâmpadas vapor de sódio só detalham bem cerca de 20% das cores”, finalizou.

 

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