Motoristas da Educação paralisam serviços e pedem pagamento de horas extras em Guará

Categoria está de braços cruzados desde quinta-feira; servidores pedem repasse de horas e melhorias

Reunião em frente à secretaria de Educação contou com participação de motoristas, que questionam pagamento de benefícios atrasados (Foto: Leandro Oliveira)
Reunião contou com participação de motoristas, que questionam pagamento de benefícios atrasados (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Os motoristas da Educação de Guaratinguetá paralisaram os serviços na última quinta-feira e permanecem em estado de greve.

A categoria alega que não recebe horas extras desde novembro de 2017 e pede, além do pagamento, melhoria na frota de veículos.

O Sisemug (Sindicato dos Servidores Municipais) encaminhou ofícios no início de janeiro para o Executivo, mas os documentos não foram respondidos.

A paralisação já estava prevista pelos servidores, que teriam informado sobre essa possibilidade no último ofício encaminhado ao Executivo. No primeiro dia de paralisação, 43 motoristas cruzaram os braços em frente a sede da secretaria de Educação. Sem acordo, eles voltaram a se manifestar na última sexta.

O Sisemug nomeou quatro motoristas para formar uma comissão da categoria. Carlos Eduardo Isidoro é servidor há 11 anos e explicou a paralisação. “Reivindicamos nossos direitos e também as horas extras que fazemos. Ela tenta implementar horas ociosas, que por jurisprudência não devemos receber as horas extras. Teríamos que trabalhar o dia todo sem receber hora extra”.

Outra reivindicação da categoria é o estado dos veículos utilizados pela Educação. “Nossa frota é sucateada de Kombis ultrapassadas, onde nós passamos maior parte do tempo fazendo manutenção, abastecimento e lavagem”, detalhou Isidoro.

Categoria – Os motoristas afirmam que até outubro as horas extras feitas por eles foram pagas integralmente. Mas em novembro, houve um corte de metade do benefício de todos os servidores. “Ela não fez nenhuma reunião com a gente, foi à rádio e disse que essas horas extras foram cortadas e que seriam implementadas horas ociosas. Não aceitamos isso”, explicou o motorista.

Outro servidor, Paulo Scassa, que é motorista há dez anos, confirmou que se não houver um acordo entre as partes a categoria vai continuar de braços cruzados. “Enquanto ela não nos receber, vamos continuar. Não chegando a um acordo, nós continuamos em greve”.

O presidente do Sisemug, José Eduardo Ayres, mostrou os ofícios que foram encaminhados ao Executivo e confirmou que a paralisação vai prosseguir até que as solicitações da categoria sejam atendidas. “Se não houver acordo, a paralisação continua. Da nossa parte os motoristas precisam concordar com alguma proposta viável da secretária. Ela precisa pagar as horas pelo menos, porque desde novembro eles não recebem, e a gente chegar num acordo e voltar a trabalhar”, declarou.

Outro lado – A secretária da Educação, Elisabeth Sampaio, comunicou os servidores de que tinha um compromisso na manhã desta sexta-feira, e poderia atendê-los no fim da manhã. Ela informou ainda que falaria com a imprensa somente após a reunião com a categoria, no período da tarde.

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