Moradora cobra limpeza contra dengue em área próxima ao Frei Galvão

Professora relata o descarte irregular de lixo e falta de recolhimento; com 1.357 casos, Prefeitura de Guará afirma seguir o planejamento de limpeza

A professora Helena Hagazine, que reivindica a limpeza pública próximo ao Frei Galvão; número da dengue sobe na RMVale (Foto: Marcelo dos Santos)

Marcelo Augusto dos Santos
Guaratinguetá

Além da preocupação com  o novo coronavírus (Covid-19), a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte vem registrando altos níveis de contaminação de dengue. O avanço da doença neste verão é facilitado por ações como o descarte irregular de lixos e outro tipos de materiais. Paralela à fiscalização municipais, há quem tem feito a própria parte, vigiando e cobrando a responsabilidade com áreas abertas.

É o caso da professora Helena Cristina Hagazine, de 61 anos, moradora do bairro Vila Santa Rita, em Guaratinguetá, que entrou em contato com a redação reclamando sobre a falta de limpeza do bairro. Segundo Helena, foram trinta reclamações na ouvidoria da Prefeitura e apenas uma foi atendida, onde ela pedia o corte do mato em torno da ferrovia que fica perto de sua casa. “A única que foi atendida foi a da ferrovia, que eles vieram limpar. Eu fui à Prefeitura, fiz a reclamação e notificaram a MRS, onde eles rapidamente atenderam e limparam. Foi a única vez que me atenderam, e o resto das outras notificações, nada”.

Outro local do bairro com descartes irregulares de lixo fica em uma ribanceira, ao lado de uma loja de construção na avenida Rui Barbosa, a cerca de duzentos metros do Hospital Frei Galvão. O espaço apresenta bandejas de isopor utilizadas para delivery de refeições. O material, além poluir o solo, pode acumular água e gerar um criadouro do Aedes aegypti. Já foram registrados 1.357 casos em Guaratinguetá, sendo 1.323 autóctones e 34 importados.

Procurada para comentar o caso, a Prefeitura, por meio de nota, informou que a equipe de limpeza urbana está trabalhando nesta semana no Santa Rita e que a Rui Barbosa também receberá limpeza. “Existe uma programação de limpeza para atender todos os bairros da cidade, e o mesmo ocorre com a Santa Rita, que recebeu nos últimos meses o serviço. Como neste período do ano o mato cresce de forma muito rápida, a secretaria ampliou as equipes e tem trabalhado diariamente na limpeza, inclusive aos finais de semana”.

Sobre as trinta notificações, o governo garante que segue o planejamento de limpeza que atende todos os bairros. Os terrenos particulares que apresentam a falta de manutenção são notificados pela Secretaria Mobilidade Urbana. “Desde que eu cheguei aqui eu vou à ouvidoria, guardo todo os espelhos e falo dentro daquilo que o código de conduta estipula que as pessoas tem que limpar a sua calçada, não pode jogar o lixo antes do hora do lixeiro, tem no site da prefeitura tudo isso”.

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