Vereadores de Aparecida articulam comissão para averiguar tratamento de água

Saae é alvo de reclamações desde o começo do ano; coloração gera dúvidas sobre condição do tratamento na cidade

Bairros de Aparecida têm sofrido com a qualidade da água que chega as residências; Câmara quer esclarecimentos (Foto: Arquivo Atos)

Marcelo Augusto dos Santos
Aparecida 

Os vereadores de Aparecida articulam a abertura de uma comissão especial para debater o tratamento da água feito pelo Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). A medida atende uma série de denúncias moradores que encaminharam vídeos que mostram o líquido em coloração barrenta.

Diferente de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito), a CE tem como objetivo elaboração e apreciação de estudos de problemas municipais e a tomada de posição da câmara em outros assuntos de reconhecida relevância, inclusive participação em congresso.

Na sessão da última segunda-feira (24), o vereador Luís Fernando de Castro Rocha, o Gu Castro (PSDB), teve um requerimento aprovado pela Casa para a abertura da comissão, mas o regimento interno determina, em seu artigo 63 inciso primeiro, que a “comissão especial será constituída mediante apresentação de projeto de resolução, de autoria da mesa, ou então, subscrito por, no mínimo, um terço dos membros da Câmara”.

O vereador contou que, após visitas de técnicos da Sabesp e Saeg, foi explicado que a coloração está mudada porque o reservatório do Saae enfrenta problemas pela paralisação do uso.

A redação do Jornal Atos entrou em contato com o diretor do Saae, Júlio César Ferraz, que informou que o problema foi sanado a cerca de três semanas e não há mais registro de incidentes. “É uma questão de tubulação antiga. A nossa estação de tratamento tem mais de quarenta anos e existe tubulação aqui com a mesma idade. Além disso, existe um processo de incrustação (acúmulo de materiais indesejáveis) na tubulação e com a movimentação da água existe um arrastamento das partículas causando a coloração indesejada”.

Ainda segundo o diretor da autarquia, medidas paliativas já foram tomadas, como a limpeza de pontos identificados onde se apresenta mais a incrustação.

Outra medida anunciada foi a implantação de um processo de eletrólitos, que ao longo do tempo, deve eliminar as incrustações das tubulações antigas do município. “É um processo de um ímã, que tem polo negativo e positivo e faz a despolarização da água de forma que passa a ser positiva e começa a atrair essas incrustações para ela, ao longo do tempo, começa gradativamente desagregando as paredes mais da incrustação”, finalizou o diretor.

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