Deic apreende 14 toneladas de produtos piratas em Aparecida

Oito lojas foram esvaziadas após ação da delegacia antipirataria de São Paulo; mais de 950 sacos com calçados foram recolhidos

Viaturas do Deic durante ação contra comércio pirata em Aparecida; mais de 14 são apreendidos (Foto: Leandro Oliveira)
Viaturas do Deic durante ação contra comércio pirata em Aparecida; 14 toneladas de material ilegal são apreendidas (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Aparecida

Uma operação do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) terminou com uma grande quantidade de produtos falsificados apreendidos em Aparecida. A ação foi realizada nesta quinta-feira (26), em 15 lojas da cidade, sendo que em oito delas foram confirmadas as vendas de produtos pirateados. Ao todo, 14 toneladas de calçados piratas foram recolhidos pelo departamento.

A operação foi liderada pela delegacia Antipirataria do Deic de São Paulo. Os policiais civis chegara a Aparecida por volta das 15h e realizaram vistorias na rua Monte Carmelo, uma das principais para o comércio local.

O delegado titular, Wagner Carrasco, confirmou ao Jornal Atos os detalhes da operação. “Desenvolvemos uma operação, viemos com nosso contingente e conseguimos, em alguns estabelecimentos, encontrar produtos contrafeitos e efetuamos nessa apreensão que resultou em 950 volumes. Mais especificamente 950 sacos que acabaram enchendo um caminhão de produtos contrafeitos. Eles foram apreendidos junto ao Deic e nós temos oito investigados por conta dessa conduta de crime contra registro de marca”.

A denúncia foi feita pelas próprias marcas, detentoras dos modelos e design dos calçados. O delegado preferiu não citar os nomes das marcas que efetuaram as denúncias, mas confirmou se tratar dos principais nomes no ramo de calçados. Tênis, chinelos, sapatos, alpargatas e demais itens foram recolhidos de forma imediata pelos agentes.

Os policiais vistoriaram 15 estabelecimentos comerciais do município, em especial na região central da cidade, e em oito deles foram encontrados modelos pirateados. Oito comerciantes vão responder judicialmente pelo crime de pirataria.

“Eles vão responder pelo crime contra registro de marca. Por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, não vão presos, mas respondem o inquérito, depois o processo, e se o judiciário entender, eles acabam sendo responsabilizados por isso”, explicou Carrasco.

As lojas não foram fechadas ou lacradas pela delegacia. “Se os laudos comprovarem a falsificação, essas pessoas serão processadas”, concluiu o delegado.

Pelo menos um caminhão de pequeno porte e uma caminhonete foram usados para recolher as mercadorias pirateadas. Lojas e pontos comerciais da região central de Aparecida permaneceram com as portas fechadas após a operação.

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